Aerosmith encerra turnê pelo Brasil em show no Recife

A apresentação fez parte da alardeada turnê de despedida dos palcos “Rock and Roll Rumble – Aerosmith Style 2016”

Jarbas VasconcelosJarbas Vasconcelos - Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha

Pontualmente às 22h, a banda norte-americana Aerosmith subiu ao palco do Classic Hall, em Recife na última sexta (21), encerrando sua passagem pelo Brasil. A apresentação fez parte da alardeada turnê de despedida dos palcos “Rock and Roll Rumble – Aerosmith Style 2016” e começou em ritmo acelerado com o hit setentista “Draw The Line”, seguida de “Love in an Elevator”. Apesar do som chegar um pouco abafado ao público, ambas foram bem recebidas pela plateia de cerca de 9 mil pessoas, que não chegou a lotar o espaço, mas encheu bem a casa, fazendo coro ao vocalista Steven Tyler fervorosamente.

A boa variedade de sucessos lançados ao longo da carreira permitiu que a apresentação fosse direta e certeira. Sem enrolação, o grupo emendou um hit atrás do outro trazendo títulos como “Cryin’”, “Crazy”, “Livin’ On The Edge”, “Pink” e “Eat The Rich”, o que garantiu um show bastante dinâmico, com poucos intervalos de quietude da plateia. Um deles foi durante o cover da música “Stop Messin’ Around”, da banda Fleetwood Mac, cuja pegada blues parece ter vindo para reafirmar a competência dos integrantes com seus instrumentos. A comoção dos fãs retomou em seguida, com a balada “I don’t Want To Miss A Thing”, que fez parte da trilha sonora do filme “Armagedon”.

Apesar dos 68 anos de idade, Tyler mantém a boa performance vocal adaptando alguns agudos, mais comuns quando era mais jovem, para tons mais graves, ainda assim, não se distanciou muito da execução nas gravações originais. O cantor também confirmou seu papel de showman sempre interagindo com plateia através de conversas e brincadeiras, usando bastante a passarela que estendia o palco até o público. No entanto, O guitarrista Joe Perry, que sempre se destacou pelos solos prolongados, teve uma participação tímida em grande parte da noite. Sua presença passou a ser mais notada a partir do cover de “Come Together”, dos Beatles e teve seu apogeu em “Dream On”. A música que foi primeiro sucesso do grupo foi guardada estrategicamente para o bis, contando com um jogo cênico que envolvia as performances de Perry e Tyler em cima do piano, levando os fãs ao delírio.

Embora o momento tenha sido separado como bis, marcando a volta dos norte-americanos aos holofotes após um momento de quebra, aparentemente a plateia não percebeu a intenção, pois não chegou a chamar pela banda. O encerramento ficou por conta de “Sweet Emotion”, que colocou um ponto final no espetáculo à meia-noite reaproximando o grupo de suas origens. Antes da banda subir ao palco, a DJ gaúcha Kerine Larré distraiu o público com um set list que mesclava sucessos do rock com música eletrônica.

Expectativa
Na fila desde às 9h da manhã para garantir um bom lugar durante a apresentação, o supervisor Cesar Queiroz, de 31 anos, foi o primeiro a entrar no Classic Hall e teve suas expectativas atendidas. “Quero ver de perto, porque o Aerosmith foi a primeira banda de rock que gostei, em 1997. Embora eles andem tocando muitas músicas dos anos de 1970, espero ouvir as músicas dos anos de 1990”, disse ele. Os discos mais recentes da banda, lançados a partir dos anos 2000, não tiveram nenhuma representante, mas o grupo buscou lembrar do auge vivido distintamente nas décadas de 1970 e 1990.

De Fortaleza, o publicitário Bruno Pacheco veio com um grupo de amigos, que se revezou entre visitas ao hotel da banda, em Boa Viagem, e a fila no Classic Hall, onde chegaram às 15h. “É uma banda que até quem não é fã conhece as músicas e o show demorou 40 anos para chegar no Nordeste, então acho legal fazer parte de um momento bacana como esse”, disse ele.

Já a espanhola Rocio Santiago, que há 1 ano vive no Recife, onde estuda o Pós-Doutorado em Biologia, encontrou a melhor oportunidade para ver o grupo no Brasil. “Gosto do Aerosmith, mas na Espanha sempre era muito caro. Os preços aqui são mais acessíveis para mim, embora ainda estejam salgados para o salário daqui”, reconheceu ela. O valor alto dos ingressos originais contribuíram com a vendagem lenta. Pouco antes do show começar, a bilheteria ainda funcionava. Na rua, cambistas comercializavam as entradas por preços mais baixos, no caso do front stage, por exemplo, os ingressos chegavam a ser R$ 300 reais mais baratos.

 

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