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Álbum solo e legado d'O Rappa trazem Marcelo Falcão ao Recife

O músico estreia a turnê do álbum solo 'Viver (Mais Leve Que o Ar)' neste sábado (6), no Classic Hall

Marcelo Falcão estreia turnê solo no RecifeMarcelo Falcão estreia turnê solo no Recife - Foto: José Britto/Folha de Pernambuco

Na veia artística do cantor e compositor Marcelo Falcão ainda circula o reggae-rock d'O Rappa e, portanto, permanece indissociável falar do músico sem remetê-lo ao grupo formado nos anos 1990 e que, em 2017, anunciou uma pausa sem previsão de retorno. Ao mesmo tempo em que é fácil perceber que em seu primeiro álbum solo “Viver (Mais Leve Que o Ar)” existe um Falcão por ele mesmo, em cada uma das 13 faixas apresentadas neste sábado no Classic Hall, em Olinda, local escolhido para o pontapé de sua turnê como artista solo.

“Sou o Falcão de sempre, mas que as pessoas conheceram só uns 25% n'O Rappa”, ressaltou ele em um bate-papo descontraído com a Folha de Pernambuco.

Com a leveza de quem (ainda) tem algumas centenas de canções guardadas - eram pelo menos 600 até a compilação deste primeiro disco - Marcelo Falcão fala com propriedade quando se remete à nova fase na carreira, reafirmando convicções da “pegada social” nas composições e de um "falar de amor" mais tênue.

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“O meu disco pode dar às pessoas um momento de liberdade, elas podem cantar, assimilar o que está sendo dito. E a contestação nas músicas sempre existiu e permanecerá. Precisamos expor as diferenças sociais, as rupturas”, fatos que ficam claro em faixas como “Eu Quero Ver o Mar” e “Diz Aí”, esta última com participação de Cedric Mayton.

E exceto por “I Don’t Wanna Be King”, feita com o pai Ademir Custódio e “Me Entende”, tendo Ricardo Palmira como parceiro, o disco foi pensado, de fato, para ser dele, com "coisas ele", como o próprio pontuou, apesar da também atuação de Lula Queiroga em duas faixas: “Mais Leve Que o Ar” e “Viver”. Para Falcão, o pernambucano Queiroga é uma “entidade” e tê-lo do início ao fim em um próximo trabalho, é um fato.

“O Lula é meu guru, pago um pau gigante por ele e a passagem dele já está comprada para o Rio, porque ele vai ficar comigo no (estúdio) Toca do Bandido. Não abro mão daquela entidade de cultura em um só ser humano”, comentou aos risos, logo contidos quando indagado sobre a sua religiosidade, evidenciada na faixa que encerra o álbum, “Senhor Fazei de Mim (Um Instrumento de Tua Paz), chamada por ele de "hino musicado".

"Prefiro chamar de fé, aos invés de religiosidade. Sou um curioso do sincretismo mas é o sentimento de fé que me move, foi sobre ela que falei também em 'Anjos' (2013)", completou o agora solo Marcelo Falcão, que continua achando o "mundo crazy" e a quem os fãs passarão a conhecer os 75% "guardados" dos tempos d'O Rappa."Mas será um show também para os fãs do grupo. Não vou deixar ninguém órfão", prometeu. Nação Zumbi e o músico Hungria também dão o tom da noite de estreia da turnê “Viver (Mais Leve Que o Ar)”.

Serviço
Marcelo Falcão - “Viver (Mais Leve Que o Ar)”

Quando: neste sábado, às 21h
Onde: Classic Hall (av. Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho, Olinda)
Ingressos a partir de R$ 60 (pista; meia-entrada)


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