Amor e espiritualidade de Caio Fernando Abreu

Peça em homenagem ao escritor gaúcho abre nesta sexta, às 20h, a 9ª edição da Mostra Capiba de Teatro

Thiaguinho Thiaguinho  - Foto: Patick Gomes/Divulgação

 

O espetáculo “No se puede vivir sin amor”, da companhia carioca Atores Rapsodos, nasceu da amizade entre Nara Keiserman e Caio Fernando Abreu. No palco, a atriz e professora presta homenagem ao escritor, que faleceu em 1996, dando vida a alguns de seus textos mais poéticos. A peça abre a 9ª edição da Mostra Capiba de Teatro, nesta sexta-feira, às 20h, no Teatro Capiba (Sesc Casa Amarela).
“Caio e eu nos conhecemos em Porto Alegre, na década de 1970, quando ele já era um escritor reconhecido. Passei a usar os textos dele nas minhas aulas de teatro e cheguei a dirigi-lo, em 1977. Já morando no Rio de Janeiro, encenei ‘Morangos mofados’ e ‘(eu) Caio - Jogo teatral’. Desde então, a obra dele vem me acompanhando”, relembra Nara.
A montagem de “No se puede vivir sin amor” tem como origem um convite feito à artista gaúcha pela Feira do Livro de Porto Alegre de 2008, em comemoração aos 60 anos de nascimento do autor. Depois da primeira apresentação, a performance começou a ser trabalhada como pesquisa artístico-acadêmica e apresentada em diferentes versões em eventos dentro e fora das universidades.

A concepção do trabalho segue a linha de teatralidade experimentada pela atriz, que está ligada ao campo da espiritualidade. “Sou guiada por algumas referências de diversas religiões na minha encenação, como os sete chacras do hinduísmo, os cantos do candomblé e as cartas de tarô”, explica.
Na escolha dos textos utilizados em cena, prevalece o tom afetivo de obras que falam do amor e suas implicações. O roteiro inclui inéditos escritos especialmente pa­ra Nara, como um poema, uma carta e um texto para o progra­ma de “Morangos Mofa­dos”. “Os contos do Caio têm o poder de ativar a imaginação. Ele possui um uso da lin­guagem escrita que não é para qualquer autor. Em tudo o que ele escreve, há uma so­noridade que favorece a palavra dita”, diz a intérprete.
Continuação

A Mostra Capiba segue até o dia 22 de outubro, com uma apresentação por dia, sempre a partir das 20h. Esta edição traz somente espetáculos solos, abordando como tema o território do ator solitário e da vastidão proporcionada pelo palco. Privilegiando a produção pernambucana, a programação conta com os monólogos “O açougueiro”, de Alexandre Guimarães; “Histórias bordadas em mim”, de Agrinez Melo; “A receita”, de Naná Sodré; “Soledad - A terra é fogo sob nossos pés”, de Hilda Torres; e “O mascate, a pé rapada e os forasteiros”, de Diógenes D. Lima. Completando a grade, haverá ainda sessões da peça “A mulher monstro” (RN), “Para acabar de vez com o julgamento de Artaud” (RJ) e “Vulcão” (SE).
Durante a mostra serão oferecidas três oficinas no Sesc Casa Amarela. Ministrada por Luciana Romagnolli e Ivana Moura, a primeira tem como temática “Ateliê de crítica e reflexão teatral”, entre os dias 17 e 21, das 14h às 18h. Já a atriz Augusta Ferraz comanda “A narrativa do contador de histórias na construção da personagem”, de 18 a 21, das 9h às 12h. Já a oficina “Ator no século XXI - Uma proposta de encontro entre o Ocidente e o Oriente” será comandada por Samir Murad, nos dias 22 e 23. As inscrições podem ser realizadas até está sexta-feira (14).

 

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