Ana Carolina: 'O amor, ao lado da música, é a coisa mais importante para mim'

Cantora e compositora lançou recentemente o autoral 'Fogueira em Alto Mar', com faixas que pontuam leveza em arranjos e voz

Ana Carolina se apresenta no Teatro Guararapes em setembroAna Carolina se apresenta no Teatro Guararapes em setembro - Foto: Divulgação

Ana Carolina vem ao Recife, nesta sexta-feira (6), às 21h30, para apresentar, no Teatro Guararapes, o show da turnê do seu novo álbum, "Fogueira em Alto Mar". Há exato um mês, adiantamos entrevista exclusiva com a cantora. Confira: 

“O amor, ao lado da música, é a coisa mais importante para mim”. Deixa claro a cantora e compositora Ana Carolina em entrevista à Folha de Pernambuco, para falar sobre “Fogueira em Alto Mar”, seu trabalho autoral mais recente - o último deles foi #AC (2013).

De fato, o disco, que celebra duas décadas de carreira, segue a via dos arranjos no violão e das letras romantizadas, fincando o que já se tinha da artista mineira desde 1999 com "Garganta", faixa que a projetou no cenário da música pela robustez vocal percebida, inclusive, nos demais singles do primeiro álbum que levava o seu nome. “Há uma reconexão com o ‘Ana Carolina’”, reforça ela sobre o disco novo e o de outrora.

Mas, para os acompanhantes atentos da trajetória da artista, "Fogueira e Alto Mar" sequencia uma Ana Carolina, digamos, mais diluída de pesos e resquícios de sofrimentos oriundos de relações mal resolvidas ou, em uma tradução livre: amores inacabados somados a paixões avassaladoras.

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A exemplo das dilacerantes "Nua" e "Mágoa", ambas do álbum Estampado (2003) ou da dramática "Vai" (Dois Quartos, 2002), com letras ovacionadas por plateias e reproduzidas pelo menos em algumas centenas de vezes em boemias de mesas de bares noites afora. "(...) Juntar essas duas coisas - amor e música - é a minha maneira de ver o mundo", complementa ela, que também se coloca entre o ontem e o hoje com alguém que permanece "fazendo aquilo que gosta e acredita" e, dessa forma, se considera "imensamente realizada".



Possivelmente, a cantora Elza Soares tem contribuição nessa fase de realizações de Ana Carolina, que o diga a faixa "Da Vila Vintém ao Fim do Mundo", sambinha composto com o pernambucano Zé Manoel e atiçado pelo acompanhamento da própria Elza. "Ela é uma das mulheres mais fortes que conheço e merece todos as homenagens. Cantar com ela, uma música escrita para ela, foi um momento emocionante que, com certeza, levarei comigo para sempre".

O músico pretolinense também marca presença na faixa-título do disco, junto com Bruno Caliman, que assina "Não Tem no Mapa" e "Com Vista Para Amar", esta última inclui Edu Krieger. Outra presença constante do disco é o parceiro de sempre, Antonio Villeroy. Em "O Tempo se Transforma em Memória", "Canção Antiga" e "Dias Roubados", ele retorna depois de uma passagem breve em #AC (2013). E, com Dudu Falcão, ela assina "Tudo e Mais um Pouco" e "Outra Vez Você".

300 pernambucanas
Não é novidade que Ana Carolina "se garante" pelas bandas de Pernambuco com uma legião de fãs ensandecidas, ora pelas letras e canções, ora pelos ares provocativos de uma mulher de 46 anos que não se exime em "gerar", como no clipe de "Não Tem no Mapa" - provavelmente um dos preferidos dos fãs LGBTQ+ .

E, na faixa "1296 Mulheres", ela renova o samba presunçoso (e machista) composto por Moreira da Silva e Zé Trindade na década de 1960 mas que ganha ares espirituosos com sua voz, caras e bocas. "Realmente a música é muito divertida! Quando o Rodrigo Faour me apresentou a esse samba, fiquei impressionada que nunca havia sido gravado. Resolvi incluir no repertório imediatamente", comenta ela, que aporta no Teatro Guararapes, em Olinda, no dia 6 de setembro, com show da turnê do novo trabalho.

Ocasião em que, certamente, deve assanhar uma plateia (predominantemente composta por mulheres) quando ressaltar a contabilidade das "300 pernambucanas" da música. "Amo estar aí (em Pernambuco). Acho que carrego essa paixão que os pernambucanos têm pela música e a energia que o público transmite durante os shows", completa.

E com o hit melodioso da década de 1980 "O Que é Que Há", sucesso na voz de Fábio Júnior, que assina a canção com Sérgio Sá, o disco se completa. A canção, também indicada por Faour, vem com a versão de uma Ana Carolina levada pela boa-nova da suavidade. "Acho que na medida certa para entregar o meu melhor para o público, eu fui exigente com 'Fogueira em Alto Mar', com esse viés mais romântico e com a presença forte do violão, como lá no meu primeiro álbum".

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SERVIÇO

Data: 06 de setembro de 2019, às 21h30
Local: Teatro Guararapes, av. Prof. Andrade Bezerra, S/N - Salgadinho - Olinda/PE
Ingressos: R$ 70 (setor Balcão, meia entrada), R$ 140 (setor Balcão, inteira), R$ 100 (setor Plateia B, meia entrada), R$ 200 (setor Plateia B, inteira), R$ 120 (setor Plateia A, meia entrada), R$ 240 (setor Plateia A, inteira), à venda na bilheteria do Teatro Guararapes e no site eventim.com.

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