"Animais Fantásticos e Onde Habitam" apresenta bastante ação e efeitos visuais impressionantes

O longa traz pouca conectividade com a saga Harry Potter, mas constrói sua própria narrativa suficientemente bem

Carlos BurleCarlos Burle - Foto: Divulgação

O universo bruxo criado pela escritora J.K. Rowling expandiu com o lançamento de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. A obra chega aos cinemas quatro anos depois do último filme da franquia Harry Potter ser exibido e tem como tarefa segurar os fãs que acompanham a história assiduamente até os dias atuais e fazer brotar o interesse naqueles que ainda não tinham se rendido aos poderes mágicos idealizados pela autora. O filme passa cerca de duas horas apresentando ao público as aventuras do magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) durante sua passagem pela cidade de Nova York.

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A época retratada é a década de 20, são setenta anos antes dos acontecimentos citados em ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’. Ao lado do protagonista estão Tina Goldstein (Katherine Waterston), sua irmã Queenie (Alison Sudol) e o trouxa Jacob (Dan Fogler). O quarteto forma a equipe do bem da trama, boa parte das cenas são temperadas com um tom cômico sempre encabeçado pelo simpático Jacob. Em contrapartida, estão Mary Lu (Samantha Morton), Percival Graves (Colin Farrell) e Credence (Ezra Miller), responsáveis pela temática sombria do longa-metragem. Este último merece destaque por sua atuação misteriosa de enredo digno de pena que desencadeia em um desfecho surpreendente. 

As criaturas elaboradas perfeitamente através da computação gráfica enchem os olhos quando aparecem na telona, o tempo de cena delas é generoso e o seu carisma é essencial para suprir o fato de que o número de atores no elenco principal é bem reduzido se comparado aos filmes já lançados sobre o mundo bruxo. A ausência do clima escolar e de abordagens infanto-juvenis já conhecidos pelos seguidores de J.K. Rowling faz falta. A obra é toda retratada em meio a uma metrópole recheada de adultos que não detém poderes mágicos, por conta disso, os duelos bruxo a bruxo ficam de lado, assim como a excitação dos personagens menores de idade descobrindo a magia.

‘Animais Fantásticos’ trata com intimidade o espectador, não existe mais a necessidade de introduzir o que é e como funciona a bruxaria. O filme conversa pouco com os personagens já citados previamente na saga do menino-que-sobreviveu, mas quando faz, é certeiro o suficiente a ponto de preparar o campo para a chegada das próximas histórias e aflorar a ansiedade acerca da caracterização de rostos familiares como o de Alvo Dumbledore. É possível que o ex-diretor de Hogwarts dê o ar da graça na sequência do longa e caso aconteça, o visual dele precisará ser diferente daquilo que é conhecido. Ele estará mais jovem e consequentemente será interpretado por um novo ator.

A quantidade de desastres cenográficos e sequências de cenas de ação fervorosas mantém proximidade com ‘Relíquias da Morte, Parte 2’. A direção de David Yates deixou a escrita de J.K. Rowling com cara de filme de super-herói. Explosões, bastante estrondo, destroços de construções voando de um lado para o outro não se parecem com algo relacionado ao que Harry Potter construiu durante seus sete livros e oito filmes, mas ‘Animais Fantásticos’ é apresentado como uma novidade, lançar esse filme não era o plano inicial, portanto existe uma liberdade criativa maior por parte da equipe e consequentemente, por ser uma obra já conhecida e popular, existe uma receptividade menos crítica.

Confira o trailer de 'Animais Fantásticos e Onde Habitam' 

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