“Animais fantásticos e onde habitam” revela trama que se anunciava na saga Harry Potter

Entrou em cartaz nesta semana o filme que mostra as aventuras que levaram Newt (interpretado por Eddie Redmayne) a escrever essa obra

Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE)  - Foto: Divulgação

Pode não parecer, mas nos oito filmes da saga Harry Potter, os três amigos - Harry, Hermione e Ron - não apenas salvavam o mundo de ataques de seres sobrenaturais como também assistiam às aulas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Um dos livros da grade curricular se chamava “Animais fantásticos e onde habitam”, escrito pelo bruxo Newt Scamander, em que o autor detalhava informações sobre animais raros e equivocadamente tidos como ameaças.

Entrou em cartaz nesta semana o filme que mostra as aventuras que levaram Newt (interpretado por Eddie Redmayne) a escrever essa obra. A história, assinada pela autora dos romances, a britânica J.K. Rowling, foi feita exclusivamente para o cinema - tornando-se assim o primeiro longa-metragem da franquia em que o público assiste sem ter informações prévias sobre a história, uma agradável surpresa quando pensamos que adaptações literárias, mesmo com poucas ou grandes mudanças, recorrem a uma linha narrativa conhecida.
O diretor é David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes da franquia Harry Potter. Enquanto os dois primeiros eram um tanto mais juvenis, baseados em pequenas aventuras e certa medida de travessura de jovens aprendendo a lidar com um universo de seres mágicos, os últimos filmes foram gradualmente mudando de ritmo e estilo, direcionando a narrativa para um lado mais escuro e sombrio. É justamente essa atmosfera que Yates apresenta em “Animais fantásticos e onde habitam”.
O filme começa com Newt chegando a Nova Iorque, vindo de Londres, com uma maleta mágica com todos os animais que ele já capturou para estudar. Há uma sequência de piadas sobre o comportamento desses bichos, seus hábitos e peculiaridades, ideia que se repete em outros momentos; talvez por não se basear em um texto já instalado na memória dos espectadores haja mais espaço para improvisos e digressões: cenas que crescem por rumos interessantes e às vezes inesperados.
Newt se envolve meio sem querer em um caso que assombra Nova Iorque: um bruxo poderoso de identidade não revelada age de forma destrutiva, ameaçando apresentar os segredos da magia para a humanidade. Newt é falsamente acusado e passa a investigar a real identidade do vilão. Conta com a ajuda das bruxas Porpentina (Katherine Waterston) e Queenie (Alison Sudol), além do humano Jacob (Dan Fogler). Entre os pontos altos do filme está a relação entre esses personagens: a ligação que surge entre eles é cativante e ao mesmo tempo sugere certos dramas futuros.
O anúncio que este filme vai se desdobrar em outros quatro parece forçar a existência de uma franquia a partir de uma possibilidade ainda abstrata de enredo; não há material que sirva como base da história, o que coloca a saga Harry Potter em um terreno não conhecido. O potencial desse primeiro filme sugere que há boas histórias desse universo que podem ser bem sucedidas mesmo sem resgatar os personagens tradicionais.

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