A-A+

Ao lado de Bolsonaro, Alvim anuncia editais de cultura para rever a história do Brasil

Um dos tópicos anunciados foi o investimento de R$ 20 milhões do Fundo Nacional de Cultura para editais com aportes diretos do governo

Secretário da Cultura, Roberto AlvimSecretário da Cultura, Roberto Alvim - Foto: Nelson Almeida/AFP

Ao lado de Jair Bolsonaro, o secretário da Cultura Roberto Alvim apresentou dados de programa de incentivo à cultura voltado para conservadores. O anúncio foi feito durante live nesta quinta (16) na página oficial do presidente no Facebook.

Um dos tópicos anunciados foi o investimento de R$ 20 milhões do Fundo Nacional de Cultura para editais com aportes diretos do governo. Também estava presente na live o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Em suas sete categorias, o prêmio vai selecionar cinco óperas, 25 espetáculos teatrais, 25 exposições individuais de pintura e 25 de escultura, 25 contos inéditos, 25 CDs musicais originais e 15 propostas de histórias em quadrinhos.

Leia também:
Número dois da Casa de Rui Barbosa é exonerada
Com Ancine esvaziada, Bolsonaro nomeia diretora interina


Durante a live, o presidente voltou a defender filtros, recusando porém o termo censura.

"Pede dinheiro para seu vizinho e vai fazer o filme que bem entender", disse o presidente, em defesa do que Alvim considera ser "uma curadoria" do governo.

Alvim também disse que "vai lançar um edital para cinema, filmes sobre a independência do Brasil e sobre figuras históricas brasileiras, alinhado ao conservadorismo nas artes" e que "dignifique o ser humano".

Na cultura, o ano de 2019, primeiro da gestão de Bolsonaro, foi marcado por discursos de que a área era, nos governo anteriores, aparelhada pela esquerda. Houve uma série de renomeações para cargos de comando nos principais órgãos, como Funarte, Fundação Palmares e Fundação Casa de Rui Barbosa.

O presidente defendeu durante o exercício do ano "filtros" nos programas de incentivo à cultura. Bolsonaro se posicionou contra obras que tratavam de questões sexuais, de gênero e críticos à ditadura militar. Uma das obras que atacou foi a série "Me Chama de Bruna", sobre Bruna Surfistinha.

Alvim foi escolhido pelo presidente para a subpasta da Cultura após se manifestar contra a produção de artistas que o dramaturgo considera ser de esquerda.

Veja também

Cinco jogos de arrepiar os cabelos para você ir entrando no clima do Dia das Bruxas
TECNOLOGIA E GAMES

Cinco jogos de arrepiar os cabelos para você ir entrando no clima do Dia das Bruxas

Super fã? Adele tem chiclete mastigado por Celine Dion
Inusitado

Super fã? Adele tem chiclete mastigado por Celine Dion