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“Arrodeio” é levada ao público no museu Murillo La Greca

Instalação do UM Coletivo será nesta terça-feira (10), às 18h, no Museu Murillo La Greca

A iniciativa contou com a participação do presidente nacional, Bruno AraújoA iniciativa contou com a participação do presidente nacional, Bruno Araújo - Foto: Camila Souza

 

Desde a sua criação, no início de 2014, o UM Coletivo coloca em debate as possibilidades de diálogos entre dança e música. Formado por bailarinos e músicos, o grupo vem empregando essa filosofia em obras como a intervenção “Concertos para corpos variáveis” (2014), a performance “Calor” (2015) e o espetáculo “Estou farto de semideuses” (2016). A pesquisa chegou ao seu estado de maturação com o projeto “Som, corpo e notações”, financiado pelo Funcultura Independente 2014/2015. Nesta terça-feira (10), às 18h, no Museu Murillo La Greca, os artistas levam ao público a instalação “Arrodeio”, mais uma etapa desse processo.

“É como se tivéssemos recortado o resultado da pesquisa em quatro partes, de acordo com o que os suportes escolhidos poderiam nos oferecer. A instalação, assim como a montagem que ainda vamos estrear, traz esse estudo de uma maneira menos material. A ideia é compartilhar um pouco das sensações e dos questionamentos que surgiram ao logo da investigação”, afirma Daniel de Andrade Lima, diretor e integrante do coletivo. Durante o evento de hoje, será lançado ainda um dossiê com depoimentos e ensaios escritos por todos os envolvidos no projeto.

Objetos, sons e imagens fazem parte da instalação do UM Coletivo. “O público vai encontrar uma sala onde ele poderá vivenciar diversos estímulos sensoriais. Há uma desorganização proposital, cujo objetivo é levar as pessoas a fazerem determinadas associações com o som que pode ser ouvido no ambiente. Esse som, que reverbera com muita força no nosso corpo, pode gerar desconforto para alguns e ser reconfortante para outros”, explica o diretor.

Outro elemento presente em “Arrodeio” é uma projeção de vídeo com duração de 15 minutos, composto por diferentes imagens da cultura universal, de desenhos animados infantis a pinturas clássicas. Um dos significados possíveis para o título escolhido tem a ver com os ciclos que se concluem e se abrem insistentemente. “Estamos vivendo uma fase de fechamento de um ciclo e início de outro. Sinto que estamos amadurecendo enquanto grupo”, diz Daniel.

No ano passado, o grupo ministrou quatro oficinas como parte do projeto aprovado pelo edital. A próxima contrapartida é a apresentação de um espetáculo, ainda em montagem, no mês de março. Um dos resultados da pesquisa, que contou com a colaboração do duo musical Pachka, foi a elaboração de um sistema de notações comum a dançarinos e músicos. “Não é um sistema fechado, mas uma possibilidade de criação coletiva que funcionou para a realidade do nosso grupo e pode ser aplicada em outros casos. O que a gente queria era tentar facilitar a relação entre essas duas tradições artísticas tão distintas. É uma ferramenta que pode ajudar na questão do entendimento, principalmente, no que diz respeito ao vocabulário utilizado”, aponta.

 

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