Arte sustentável para qualquer parte

Nido Pedrosa reúne no Paço Alfândega, até domingo, artistas para mostrar suas criações feitas a partir do lixo

Manifestação no RecifeManifestação no Recife - Foto: Anderson Stevens/ Folha de Pernambuco

 

Sustentabilidade, educação ambiental e arte podem andar de mãos dadas. O ponto de encontro entre estas linguagens é o projeto “Sucateando - A Música Sustentável”, idealizado pelo percussionista, compositor e produtor cultural Nido Pedrosa. Além de um CD de mesmo nome, lançado com financiamento do Funcultura, a ação desenvolveu uma exposição sonora que está em cartaz no hall do Paço Alfândega, no Recife Antigo, até o próximo domingo, reunindo vários artistas que trabalham sob a ótica do tema da mostra.

O público também pode participar de palestras, oficinas e atividades culturais realizadas a partir das 14h, na Sala de Eventos, no segundo andar do shopping. O disco ainda pode ser adquirido no local por R$ 15.
O projeto vem sendo desenvolvido por Nido desde 1979, já tendo se tornado base para projetos de extensão. “A cidade é muito bela, mas muito suja. Precisamos criar a consciência de reusar o lixo, começar a perceber que ele não é inútil. As pessoas falam de sustentabilidade e educação ambiental, mas não colocam isso na prática, fica só na teoria”, critica Pedrosa.
As sonoridades exploradas no disco são provenientes de resíduos sólidos como tonéis, madeiras, metais e até radiografias. Esses materiais são resignificados no CD e através de seus timbres específicos são capazes de assumir a roupagem de ritmos como coco, maracatu, rock, blues e jazz. “Quis mostrar que a sonoridade pode atingir um patamar de qualidade mesmo usando o lixo como instrumento. Essa mistura de gêneros foi proposital, pra mostrar que com o que é construído a partir do lixo podemos tocar desde o clássico-erudito até as várias vertentes da música pernambucana”, explica Nido.
Um dos envolvidos na exposição e responsável pela tela que serve de capa para o CD é o artista plástico André Soares Monteiro, do Movimento Catamisto, coletivo de arte humanitária que visa produzir obras de arte a partir de objetos descartados. “Eu comecei fazendo arte com o que tinha à mão, procurando matéria-prima na rua, materiais que não fossem habituais e que pudessem substituir esses elementos convencionais. E achei isso no lixo”, comenta André.
Além dele, também expõe na mostra o fotógrafo Miguel Igreja, que leva a galeria móvel sustentável de seu projeto “Pernambuco: cultura, história e mar”, que virou um livro-catálogo, também financiando pelo Funcultura. “Essa iniciativa tem como objetivo a ocupação do espaço público e agregar a arte levando para a rua, pensando nos pilares social, econômico e educacional da sustentabilidade. Queria levar um pouquinho de sonho e esperança”, afirma Miguel. A exposição fotográfica já foi para o Rio +20, em 2012, e já passou por cidades como Porto de Galinhas, Caruaru, Fernando de Noronha e Rio de Janeiro.

 

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