Audiovisual e música

Artistas e grupos pernambucanos integram programação do Ciclo de Cultura Tradicional

Documentários, música e bate-papo integram programação do evento, marcado para novembro em formato online e gratuito via YouTube

Cantora e compositora Alessandra Leão está entre as participações do CírculoCantora e compositora Alessandra Leão está entre as participações do Círculo - Foto: Bia Varell

Com programação que reúne diferentes realizadores audiovisuais, e mescla documentário, música e bate-papo, o Ciclo de Cultural Tradicional 2021 começa no próximo 7 de novembro e segue até o dia 12 do mesmo mês, em formato online, gratuito e acessível em Libras via YouTube, das 19h às 22h.

Pernambuco tem entre os convidados, a cantora, compositora e percussionista Alessandra Leão e a Nação do Maracatu Encanto do Pina, entre os convidados.

A ideia do evento é integrar olhares para os temas e territórios de comunidades caiçara, indígena e caipira, e para as tradições afro-brasileiras, nordestinas, religiosidade e cultura popular.

O projeto - realizado pelas Oficinas Culturais, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis – vai estrear produções audiovisuais com os seguintes temas:

- A Ancestralidade de Tradições Afroreligiosas
- Memórias do Povo Guarani Mbya que Colaboram na Educação Escolar
- Traços de Matriz Afro-Indígena Apagados pelo Discurso de Branqueamento da Cultura Caipira
- A Importância da Oralidade no Cotidiano dos Alunos
- Atualização de Conceitos como o de Quilombo e
- O Legado da Escritora, Artista Plástica e Ativista Afro-Cultural Raquel Trindade 

O público poderá interagir nas sessões comentadas por diretores e convidados, entre eles, Maria Trindade, da família Solano Trindade, cineasta, cantora e dançarina das manifestações culturais afro-brasileiras e Mãe Beth de Oxum, Iyalorixá do Ilê Axé Oxum Karê, mestra coquista e eleita Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco em 2021.

 

Maracatu Encanto do PinaNação Maracatu Encanto do Pina                                    Crédito: Reprodução/Instagram

Entre os destaques da música, além de Alessandra Leão e da Nação do Maracatu Encanto do Pina, Kunumi MC, escritor da etnia Guarani Mbya e um dos representantes do rap nativo e os Jovens Fandangueiros do Itacuruçá, grupo focado nos ritmos da cultura caiçara do litoral sul de São Paulo, também integram o evento.

Programação

Ciclo de Cultura Tradicional 2021 

7/11, domingo 

19h | Filme 

DE MAIS LONGE JÁ VIEMOS 

Direção: Renata Amaral | BRA | 2021 | Doc | 16 min 

Com a necessidade do isolamento social exigida pela pandemia, três comunidades de tradições afro religiosas, celebrações ligadas ao encontro, ao corpo, à complementaridade e à construção coletiva, precisaram buscar novos meios de expressão e recriação desses laços, colocando seus fundamentos ancestrais em diálogo com a tecnologia. 

Após a exibição, haverá um bate-papo com Mãe Beth de Oxum, Nega Duda e as realizadoras Renata Amaral e Luiza Fernandes. Mediação: Vagner Gonçalves. 

21h | Música 

ALESSANDRA LEÃO 


8/11, segunda-feira 

19h | Filme 

NHEMBO’E PORÃ: BELO SABER 

Direção: Carlos Papá | BRA | 2021 | Doc | 15 min 

No território da aldeia Ribeirão Silveira, no litoral norte do estado de São Paulo, professores e lideranças dialogam com pajés, parteiras e conhecedores da memória ancestral do povo Guarani Mbya, buscando uma educação escolar indígena que concilie saberes tradicionais e ocidentais. 

Após a exibição, um bate-papo com Arlindo Baré, Sonia Guajajara e o diretor Carlos Papá. Mediação: Julie Dorrico. 

21h | Música 

OWERÁ (KUNUMI MC) 



9/11, terça-feira 

19h | Filme 

SOBRE PARDINHOS E AFROCAIPIRAS 

Direção: Daniel Fagundes | BRA | 2021 | Doc | 28 min 

Jeca Tatu, bandeirante, agroboy: quem é o sujeito caipira? A partir de identidades presentes em modas e batuques, catiras e cururus, percebidas nas entrelinhas do cotidiano de Piracicaba, no interior paulista, o filme lança um olhar sobre os traços culturais de matriz afro-indígena apagados pelo discurso de miscigenação e branqueamento da cultura caipira. 

Após a exibição, acontecerá um bate-papo com Ediana Maria Raetano, Marcela Costa e o diretor Daniel Fagundes. Mediação: Alberto Ikeda. 

21h | Música 

DÉH MARTINS & MESTRE GENINHO 


10/11, quarta-feira 


19h | Filme 

SABEDORIA ITINERANTE: O CAIÇARA, DO EMPÍRICO AO ACADÊMICO 

Direção: Allan Alves Carneiro | BRA | 2021 | Doc | 25 min 

Um mergulho na experiência da Escola Caiçara da Jureia, projeto educacional realizado em Iguape, no Vale do Ribeira, nos anos 2000. O filme mostra o cotidiano dos educandos e seu método de repasse de conhecimento, utilizado há gerações pelas comunidades tradicionais: a oralidade. 

Após a exibição, haverá bate-papo com Junior Mendes, Sônia Rampim e o diretor Allan Alves Carneiro. Mediação: Ric Peruchi. 

21h | Música 

JOVENS FANDANGUEIROS DO ITACURUÇÁ 


11/11, quinta-feira 

19h | Filme 

CAFUNDÓ - O QUILOMBO NÃO ESTÁ NO PASSADO 

Direção: Daiane Pettine | BRA | 2021 | Doc | 27 min 

Gravado no Quilombo do Cafundó, a cerca 100 km da cidade de São Paulo, o curta parte de relatos pessoais de cinco moradoras, propondo uma atualização dos conceitos de quilombo, tecnologia e relações. Política, agricultura e ancestralidade se transformam em alimentos diários de alegria e resistência, mostrando que, definitivamente, o Quilombo não está no passado. 

Após a exibição, haverá bate-papo com Cyda Baú, Maria Walburga dos Santos e a diretora Daiane Pettine. Mediação: Chirlene Pereira. 

21h | Música 

JÉSSICA GASPAR 

O espetáculo "Filha de Mestre", desenvolvido por Jéssica Gaspar, compositora e intérprete da canção "Deus é uma mulher preta", apresenta um repertório de músicas autorais, criadas a partir de influências culturais brasileiras, latinas e africanas que apontam a estética e poética em pesquisa para seu álbum autoral de estreia, que está em processo de gravação. 

12/11, sexta-feira 

19h | Filme 

DIDE TI KAMBINDA 

Direção: Maria Trindade | BRA | 2021 | Doc | 16 min 

Rainha Kambinda, mulher, negra, ativista, artista, pesquisadora, criadora do Teatro Popular Solano Trindade, da Nação Kambinda de Maracatu e uma das principais griots da cultura afro-brasileira e nordestina: o filme narra a chegada de Raquel Trindade a São Paulo e seu impacto na cultura popular paulista. 

Após a exibição, haverá um bate-papo com Karina Buhr, Maurício Badé, Tião Carvalho e a diretora Maria Trindade. Mediação: Maria Acselrad. 

21h | Música 

NAÇÃO DO MARACATU ENCANTO DO PINA 

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