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As melhores e piores produções da televisão

Velho Chico“ foi considerada a melhor novela deste ano

Prefeito do Recife, Geraldo JúlioPrefeito do Recife, Geraldo Júlio - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

 

Em 2016, a teledramaturgia optou por um caminho já conhecido. No geral, as novelas apresentaram narrativas bidimensionais e sem muitas complexidades. Enquanto a Record seguiu com obras bíblicas – salvo “Escrava Mãe”, que ficou na “geladeira” totalmente gravada por um bom tempo até estrear –, a Globo voltou a investir no clássico em folhetins como “A Lei do Amor”, “Êta Mundo Bom!” e “Haja Coração”.

Já o SBT continua apostando todas as suas fichas no público infantil. Por isso, se sobressaiu mais o produto que saiu do lugar-comum. Como “Velho Chico“, considerada a melhor novela deste ano. Apesar de contar a história de uma forma mais lenta e contemplativa, a trama de Benedito Ruy Barbosa chamou atenção por toda sua proposta estética diferenciada, incluindo, justamente, o desenrolar vagaroso dos acontecimentos.

Por outro lado, o texto popular e ágil de “Haja Coração” rendeu a Daniel Ortiz o título de melhor autor. Inspirado em “Sassaricando”, Ortiz soube equilibrar modernidade com referências interessantes da novela de Silvio de Abreu.
Em contrapartida, a falta de conteúdo de “Sol Nascente” fez com que o folhetim de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer levasse o título de pior novela do ano.

O enredo fraco acabou comprometendo a obra como um todo. Já projetos mais curtos, como as minisséries e novelas da faixa das 23 horas, têm se firmado como espaços bem-sucedidos para experimentações artísticas.

 

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