As raízes da agressão contra mulheres

Livro da antropóloga francesa Véronique Durand será lançado hoje, às 16h, no Cinema do Museu, com debate com a autora e outros especialistas

Estátua JustiçaEstátua Justiça - Foto: Pixabay

 

“Órfãs de esperança - Violências contra a mulher, alguns relatos no mundo” une 15 anos de pesquisa da antropóloga francesa Véronique Durand em cinco países. Registra, em formato jornalístico, buscando a propagação dessas informações, dados sobre a violência contra a mulher no Argélia, Brasil, Bangladesh, Camboja e França.

O lançamento da obra é hoje, às 16h, no Cinema do Museu da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), primeiramente com um debate da autora com a
vice-presidente do Instituto Maria da Penha, Regina Célia, e com a professora de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fátima Lucena. Autógrafos e coquetel serão às 18h30. O livro marca também a primeira década de vigor da lei Maria da Penha.
O livro é dividido em cinco capítulos. O primeiro trata da questão societal, situação imposta à mulher, que sofre simplesmente por ser mulher. “Foi a que mais me magoou.

É aquela em que a mulher é posta como inferior por seu gênero, comum em países como a Índia“, comenta a pesquisadora. A segunda levanta a violência doméstica, que atinge o mundo inteiro e é vista como “normal”, “carregando muitos elementos da história dessas pessoas”, segundo Véronique. “Por isso pesquisei também os homens, para entender por qual motivo agridem”, comenta.
No terceiro capítulo, “Órfãs de esperança” traz Bangladesh, Índia, e os casos de mulheres queimadas por ácido. “Essa temática foi trazida a pedido de uma ONG de médicos cirurgiões que lidam com a situação. É uma vingança dos homens contra mulheres que os negaram.

É uma barbárie que não destrói apenas o rosto, mas a vida social”, diz a pesquisadora. O livro segue com um capítulo sobre o acompanhamento de homens agressores, na França, onde se trabalha a raiz das questões de agressão. Finaliza no asiático Camboja, retratando a prostituição e o tráfico.
Também mestre em Literatura e Cultura Comparada, mestre em Etnologia, professora, pesquisadora e militante, Véronique Durand tem 40 anos de atuação junto à mulheres e violência. Seu trabalho é voltado para a reflexão e atuação sobre relações de gênero, desigualdade, e a busca para encontrar mulheres em situação de violência em diferentes países, propondo ações para melhorar a realidade.

Participou das publicações de “Crianças e adolescentes: trabalho e saúde no Brasil” (2007), “Gênero e Diversidade na escola” (2015), “Crianças e adolescentes: olhares interdisciplinares para questão do nosso tempo” (2016) e “Dicionário Internacional de Serviço Social no campo sócio jurídico” (2016).

 

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