Música

"As Várias Pontas de uma Estrela" chamada Gal Costa

Artista baiana é atração neste sábado (19) no Teatro Guararapes, em show da turnê que exalta Milton Nascimento e outros nomes da MPB

Gal CostaGal Costa - Foto: Manuela Scarpa

Incomparável, maravilhoso e vital. É assim que Gal Costa define seu retorno aos palcos após ausência em decorrência da pandemia da Covid-19. O tanto quanto, será também a sensação que o público vai ter neste sábado (19) com a passagem da cantora baiana pelo Teatro Guararapes, em Olinda, com show da turnê “As Várias Pontas de uma Estrela”.

“Estou feliz demais de poder estar de volta. Quando subo no palco vem uma energia que não sei de onde e me traz muita vitalidade. Estava com saudades disso”, complementou a artista, que ao longo dos 76 anos de vida e quase seis décadas de carreira segue necessária à Música Popular Brasileira, tal qual tem sido desde a áurea década de 1960 e de toda sua grandeza vocal imposta a nomes como Caetano e Gil e a um Tropicalismo que, incrementado por ela, salvaguardou a Cultura nacional. 

 

Repertório a quatro mãos
E vai ser em meio ao espetaculoso cancioneiro de Milton Nascimento, gravado por ela no decorrer da carreira e a um roteiro tomado por composições assinadas por Chico Buarque, Dorival Caymmi e Tom Jobim, entre outros, que a maestria de Gal, dirigida por Marcus Preto, vai mais uma vez ser celebrada.

“Como em todos os shows, a escolha do repertório foi feita a quatro mãos, entre o Marcus e eu”, conta ela, em conversa com a Folha de Pernambuco.

No repertório também virão à tona faixas da discografia inaugural da artista baiana, que inclui por exemplo o compacto “Maria da Graça” (1965)

Militância artística
Com trânsito fluido entre as memórias afetivas de quem a acompanha há décadas e as novas gerações assumidamente fãs do seu trabalho, Gal não pensa em dar descanso a um fazer artístico que já lhe rendeu “algumas” dezenas de discos e plateias lotadas em palcos afora.

E por falar em público que lota os espaços por onde passa, em breve serão os cinemas de todo o País que devem receber seus fãs para assistir a “Meu Nome é Gal” - longa que trará a militância artística entranhada à sua trajetória, na pele da atriz Sophie Charlotte. “Fiquei lisonjeada e estou curiosa para ver o resultado. Sophie está linda, pelas fotos que vi e estou feliz de vê-la me interpretando”, comentou.
 

Gal CostaCrédito: Manuela Scarpa

Autodenominando-se “alma jovem”, ela reforçou o quão destemida e ousada segue em busca de novos caminhos - e novos pupilos.

“Há um tempo que meus lançamentos e shows têm atraído um público mais jovem que se mistura com os fãs já de tempos. Percebi isso também nas redes sociais. Talvez o segredo seja o fato de eu ser uma cantora que não tem medo de seguir novos caminhos, gravar novas coisas, ousar e dar saltos na minha carreira.(...) Tenho muitos projetos, quero fazer coisas ainda e não me sinto velha. Tenho a alma jovem, tenho energia para muita coisa ainda”.

Projeto se tornará álbum
Dos respiros durante a pandemia, Gal entrou em estúdio para culminar no disco “Nenhuma Dor” e nominou como especial o tempo que dispôs ao lado do filho Gabriel “para assistir filmes e séries”. Como artista e como cidadã (brasileira), Maria da Graça Costa Penna Burgos segue com esperanças em dias melhores.

“A esperança move a humanidade”. E para o futuro de “As Várias Pontas de uma Estrela”, virá um álbum, que deve pairar tão requintado quanto o show de amanhã que terá o testemunho de uma plateia sôfrega por deleites sonoros comandados por ela em “Dom de Iludir” e “Baby” (Caetano), “Açaí” (Djavan) e “Maria, Maria” (Milton Nascimento/ Fernando Brant), entre outros.

Serviço
Gal Costa em "As Várias Pontas de uma Estrela"
Sábado (19), 21h, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco)
Informações: (81) 3182-8020

Ingressos
R$ 250 (inteira) e R$ 125 (meia)
À venda na bilheteria do teatro e www.ingressodigital.com

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