Ave Sangria em noite de autógrafos de "Vendavais"

Grupo realiza noite de autógrafos nesta quarta (2), 19h, na Passa Disco, com lançamento do álbum em CD

Ave Sangria lança, em CD, o disco "Vendavais"Ave Sangria lança, em CD, o disco "Vendavais" - Foto: Divulgação

O mundo dá voltas. Décadas depois e sem atrasos, para encerrar capítulos desnecessários da história, com "postura de rebeldia e liberdade", Marco Polo estará, nesta quarta (2), às 19h, ao lado de Almir Oliveira e Paulo Rafael, na loja Passa Disco, para fincar o retorno da Ave Sangria 45 anos depois, com o seu "Vendavais" - disco da banda recentemente lançado nas plataformas digitais e agora disponível em mídia física (CD) e, logo mais, em vinil, graças a uma campanha de financiamento coletivo.

"Esse segundo álbum é uma continuação do primeiro, porque lançaríamos naquela época se a banda não tivesse sido interrompida pela censura da ditadura. Então a intenção é a mesma, de manter letras atemporais", ressalta Marco em entrevista à Folha de Pernambuco.

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Da formação original, Almir Oliveira (voz e guitarra base) e Paulo Rafael (guitarra solo e viola) também estarão a postos para a noite de autógrafos. Juntam-se a eles na construção do disco uma nova geração da música pernambucana, como Juliano Holanda (baixo e vocais), Gilú Amaral (percussão) e Júnior do Jarro (bateria e vocais), nominados por Marco Polo como "revitalizadores": "O pessoal que integra, os três jovens, cada um tem sua carreira solo, seus projetos autorais e individuais, mas todos dizem que, quando estão no grupo, eles se tornam Ave Sangria, e nós os consideramos iguais, como um de nós".

Com uma tiragem de mil CDs e pelo menos 500 vinis, "Vendavais", composto por onze faixas inéditas, marca o retorno de um dos grupos mais celebrados do udigrudi pernambucano, do qual também fizeram parte Ivinho, Agrício Noya e Israel Semente, todos já falecidos. Reprimidos pela censura da década de 1970 (ditadura militar), mais precisamente da liberdade de amar tão bem posta na canção "Seu Waldir", Ave Sangria finca novamente suas narrativas, em letras e vozes, e em tempos atuais ameaçados por semelhanças de uma época, que, até então, se mostrava ida e finda.

"De fato, é estranha a coincidência de voltar justo num período similar àquela em que nós nascemos como banda em 1970. Guardadas as proporções, estamos vivendo em um tempo de extrema direita, repressão à liberdade, à educação, à cultura, à ciência. Costumo dizer que a gente faz uma música necessária em um tempo desnecessário", reflete Marco Polo.


 
Despretensiosos quanto ao futuro, a banda deseja - com o mesmo fôlego ávido para rebeldias e liberdades - reviver o presente palcos afora: hoje, a partir das 19h, com a noite de autógrafos do CD, e no próximo dia 26, no Macuca das Artes, em Correntes, no Agreste pernambucano. Os festivais Primavera Psicodélica (São Paulo), Saravá (Florianópolis) e Grito da Terra (Concórdia, SC) também recebem Ave Sangria.

"Ainda temos material para no mínimo um novo álbum com onze, doze faixas. Queremos dar continuidade, sem pressa, sem compromisso, mas certamente ainda vamos trazer mais um disco com músicas daquela época, fazendo música e convivendo com o sétimo elemento da banda que é o público", sentencia o músico.

Serviço
Noite de autógrafos do disco "Vendavais", da Ave Sangria
Quarta (2), às 19h, na Passa Disco (rua da Hora, 345 - Galeria Hora Center, Espinheiro)


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