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Bairro do Recife atrai multidão de todas as idades no domingo de Carnaval

Foliões lotam Centro Histórico desde o fim da tarde. Criatividade das fantasias e cultura popular estiveram presentes.

Caboclinhos iniciaram as apresentações no palco da praça do ArsenalCaboclinhos iniciaram as apresentações no palco da praça do Arsenal - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Marcado pelos super-heróis da Sala da Justiça em Olinda, o domingo de Carnaval também é de muita animação no Bairro do Recife. Uma multidão de crianças, adultos e idosos lota as ruas do Centro Histórico da capital pernambucana desde o fim da tarde. Além da criatividade das fantasias, a cultura popular esteve presente nos palcos e no chão, entre os foliões.

Na praça do Arsenal, a programação começou por volta das 17h, com apresentações de caboclinhos. No meio do povo, orquestras e passistas de frevo, repentistas e grupos de maracatu se apresentavam sem deixar de circular. O biomédico Geraldo Matos, de 71 anos, brinca de burrinha, outra tradição popular, numa fantasia que usa desde 2000. “Burrinha elétrica. Antes não era, mas passou a ter música e sinalização. Aos poucos, fui incrementando ela”, conta o folião, que garante ter pique para curtir Olinda e Recife todos os dias.

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Também não faltou super-herói. Com a missão de ajudar na segurança da festa, o Batman não parou de sorrir para quem quisesse tirar foto. “Vim de Olinda para proteger a turma”, diz o vigilante Carlos Antônio da Silva, 65. Dono de onze fantasias, ele faz parte de um grupo que visita hospitais com roupas de heróis. “Eu me sinto uma criança. Fico muito feliz”, descreve.

Outro personagem bastante requisitado foi Edward Mãos de Tesoura. Ou Paulo Andrade, como chamam no dia a dia. “O mais legal é a alegria”, afirma o digitador de 30 anos. “Edward é um personagem mais sério, mas não tem como você ser sério aqui no Recife”, observa.

Com tantas atrações, as crianças se esbaldavam. A vigilante Sandra Gomes da Silva, 33, veio com o marido, a irmã e o cunhado, trazendo a filha e os sobrinhos, cada um com uma fantasia. “A gente vem de Pau Amarelo, Paulista. Todo ano participo. É maravilhoso para criança”, comenta. Um dos sobrinhos, Léo, de 12 anos, se vestiu de Coringa. “É meu supervilão favorito”, diz.

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