Banda de Pau e Corda volta às origens no Santa Isabel

Grupo se apresenta neste sábado (25), com o show 'Banda de Pau e Corda - 45 anos Ao Vivo', no Teatro de Santa Isabel

Banda de Pau e CordaBanda de Pau e Corda - Foto: Celton Oliveira/Divulgação

Das sonoridades efervescentes (e pernambucanas) dos anos 1970 que incluíam, por exemplo, as psicodelias do Ave Sangria e os instrumentais-vocais do Quinteto Violado, coube à Banda de Pau e Corda o papel de musicar poesias ritmadas pelo “nordestinês” das letras e arranjos.

Pouco mais de quatro décadas depois - precisamente 45 anos desde o lançamento do primeiro disco “Vivências” (1973) - o grupo volta ao palco do Teatro de Santa Isabel para o show “Banda de Pau e Corda - 45 anos Ao Vivo” e lançamento de álbum homônimo.

A apresentação está marcada para este sábado, às 20h. “Vamos voltar ao nosso palco de estreia no Recife, o primeiro teatro que pisamos. Um retorno que trará muitos sentimentos”, enfatizou Sérgio Andrade, integrante da formação original da banda, que também contava com Waltinho, Beto Jonhson, Paulo Rezende e Roberto Andrade. Estes dois últimos, respectivamente seu primo e irmão, falecidos em 2017, motivos que adiaram as celebrações do aniversário da banda. O disco, inclusive, é dedicado aos músicos.

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Para a apresentação no Recife, Júlio Rangel (viola), Sérgio Eduardo (contrabaixo), Alexandre Baros (bateria), Zé Freire (violão), Irkson (flauta) se juntam à voz e percussão de Sérgio Andrade, que em entrevista à Folha de Pernambuco, ressaltou a emoção de voltar às origens do grupo, inclusive, com o cuidado de preservar boa parte dos arranjos criados na época. “A ideia de tocar e cantar as músicas como foram gravadas lá atrás partiu do que sentimos do público, do que ele queria ouvir”, completou Sérgio.

A estreia do trabalho ao vivo do grupo se deu em Belo Horizonte, considerada por Sérgio a segunda casa da banda, que se identifica com a sonoridade de um dos movimentos de peso da música brasileira na década de 1960, o Clube da Esquina. Na capital mineira, o show contou, também, com a participação de Tavinho Moura - autor de “O Trem tá Feio”, ao lado de Murilo Antunes - e de Chico Lobo, que com o grupo tocou “Pássaro de Rima”, canção composta em parceria com Siba Veloso.



Assim como no show inaugural em Minas, em Pernambuco, a Banda de Pau e Corda contará com músicos da cena autoral local: o “compositor de coisas” PC Silva e outra das revelações da nova geração das sonoridades locais, Marcello Rangel. “Tem sido uma cena (musical) tão bonita e o PC e o Marcello são duas figuras que têm a ver com a banda, pela musicalidade e poesia de ambos”, comenta Sérgio.

O bloco Pife Floyd também participa do espetáculo, assim como Marcelo Melo, do Quinteto Violado. "Vivência", "Lampião" e "Pelas Ruas do Recife" são algumas das canções rememoradas pelo grupo, que segue em turnê por Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Brasília. A propósito, pressionado pela curiosidade de quem subscreve estas linhas, Sérgio revelou uma pré-produção em andamento, só com inéditas, a ser lançada, provavelmente, em 2020.

Serviço:
Show “Banda de Pau e Corda - 45 anos Ao Vivo
Sábado (25), 20h, no Teatro de Santa Isabel
Praça da República, s/n, Santo Antônio
R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), no Eventim, TicketFolia e bilheteria do teatro
Informações: (81) 3355-3323



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