Batalha de egos no “The Voice Brasil”

Com boa edição e dupla afinada de apresentadores, jurados comprometem desempenho do programa musical

Miguel Coelho em entrevista à Rádio Folha FM 96,7Miguel Coelho em entrevista à Rádio Folha FM 96,7 - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

 

As franquias – principalmente de “reality shows” – costumam funcionar bem na tevê brasileira. Imitando formatos estrangeiros, esse tipo de programa geralmente rende boa audiência e repercussão para os canais, tanto abertos quanto fechados. Com “The Voice Brasil” não é diferente. A atual temporada, comandada por Tiago Leifert, registrou o maior índice no Ibope desde a sua estreia, em 2013 – a média tem sido de 25 pontos.

A temática musical, a ânsia de descobrir novos talentos, o caráter popular dos cantores e a estrutura pomposa do programa contribuem para que ele tenha a repercussão alcançada. No entanto, a bancada dos jurados é o que mais compromete a produção do diretor Boninho. Claudia Leitte, Carlinhos Brown, Lulu Santos e Michel Teló pecam por sempre querer aparecer mais do que os candidatos ao título de “descoberta musical”.
Claudia e Brown são os que mais constrangem. Afetados, eles se sobrepõem aos competidores, relembrando de passagens de suas próprias carreiras e se manifestando em momentos e de maneiras quase sempre inoportunas

 Lulu, mais contido, e Teló, que parece ser o único a entender seu espaço na produção, têm uma postura menos agressiva. Mariana Rios, que entrou no posto de coapresentadora este ano, é um dos destaques positivos do “The Voice Brasil”. Segura e carismática, ela faz uma boa dupla com Leifert, que já provou ter talento para estar à frente desse tipo de produção.
A edição do programa também ganhou mais cuidado na atual temporada. Mais ágil, a forma de contar a história de cada candidato ficou didática e emocionante. As boas entrevistas de Leifert têm um grande peso nisso. Sem se tornar piegas ou clichê, os papos são sempre leves e divertidos, ainda que alguns contenham certa carga emocional.

 A banda que acompanha os cantores também merece destaque – se muitos ali não ferem os ouvidos do telespectador, é mérito de um conjunto afinado e competente. Com mais duas edições garantidas e com o “The Voice Kids” se aproximando – a versão infantil do “reality show” deve estrear em janeiro –, é certa a boa fase que a produção atravessa, ainda que alguns ajustes possam ser feitos.

 

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