Bazar com peças de Elke Maravilha é criado para viabilizar exposições

Ficam reservadas preciosidades como figurinos da época em que Elke era jurada no programa do Chacrinha

Humberto Costa durante entrevista Humberto Costa durante entrevista  - Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Um bazar com peças de Elke Maravilha, morta em agosto, está sendo organizado pelo irmão da artista Frederico Grunnup e pelo ex-produtor Maurílio Domiciano como forma de viabilizar um instituto em sua homenagem e exposições de seu acervo.
Domiciano explica que o projeto é antigo, mas ganhou força com a necessidade da devolução do apartamento alugado de Elke, no bairro carioca do Leme, onde as extravagantes peças estão reunidas. "O bazar é uma base para pensar um projeto inicialmente com duas exposições, uma no Rio e outra em São Paulo, além de uma terceira mais compacta e itinerante, indo para vários cantos, como Elke sempre fez", conta o produtor, que estima pelo menos dois anos para tirar a ideia do papel.

Domiciano conta que após a morte de Elke a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do secretário de Cultura, teria demonstrado interesse em realizar uma exposição, mas não deram continuidade, restando a ele e a Grunnup elaborar o projeto. "A ideia é que o acervo vá para um espaço de visitação pública, administrado pela família, e que sirva para pesquisas sobre a trajetória de Elke, o pensamento e a forma com que ela sempre viveu", diz o organizador, evidenciando o desejo de que o acervo fique disponível a públicos de diferentes Estados.

A dupla ainda não sabe ao certo com quantas peças está lidando, mas estima haver pelo menos mil, entre roupas, acessórios, quadros e objetos diversos. Nem mesmo uma centena delas está à venda com o objetivo de arrecadar cerca de R$ 50 mil a serem destinados à manutenção do acervo. Entre os itens que podem ser comprados no local ou pelo site do bazar, até o dia 20 de novembro, estão peças mais simples, como camisetas, perucas, botas e bolsas que vão de R$ 90 a R$ 4 mil.

Para as exposições, ficam reservadas preciosidades como figurinos da época em que Elke era jurada no programa do Chacrinha, a camisa que ganhou de Mané Garrincha ao assistir a um amistoso do craque -na ocasião, a peça deveria ter sido dada de presente ao então governador de São Paulo, José Maria Marin, a qual mantinha emoldurada em sua sala, além do famoso colar, com mais 500 pingentes, que serviu de relicário da artista por mais de quatro décadas.

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