Beleza sem conteúdo na trama da Globo

Sem enredo forte, a novela “Sol Nascente” se apoia em bonitas sequências para chegar à reta final

Foi a primeira vez que um deputado homem participou do projeto de qualificação política voltado às mulheresFoi a primeira vez que um deputado homem participou do projeto de qualificação política voltado às mulheres - Foto: Wesley D'Almeida

 

A trama lenta de “Sol Nascente” tem deixado a desejar. Após uma boa safra no horário - com as antecessoras “Êta Mundo Bom!”, “Além do Tempo” e “Sete Vidas” -, o folhetim de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher causa certa estranheza. Pelo menos, é o que a audiência, que despencou, reflete. A diferença da média de “Sol Nascente” para “Êta Mundo Bom!” é de dez pontos - 20 contra 30. Além da falta de bons ganchos e de um enredo que prenda a atenção, a apatia dos protagonistas também é um fator negativo para a trama.

O carisma de Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso é inegável. Separados, eles já roubaram a cena em algumas novelas - até quando não eram protagonistas. Juntos, porém, não funcionam. Apenas seis anos separam as idades dos atores - ela tem 40, e ele, 34 -, no entanto, os personagens não parecem ser um casal apaixonado, como os autores querem passar. Alice e Mário mais lembram irmãos do que namorados. O amor deles não convence. E, quando há problemas com a dupla protagonista, todo o resto fica comprometido. A primeira resvala é em Rafael Cardoso, intérprete do vilão César. Extremamente maniqueísta e dono de uma paixão inexplicável por Alice, ele ora quer conquistar a mocinha, ora quer roubar sua empresa. Fica difícil entender quais são as reais aspirações do antagonista.

A caracterização também deixa a desejar em “Sol Nascente”. Já é “chover no molhado” falar sobre o núcleo japonês com quase nenhuma representatividade. Não é incomum ver adultos com jeito e cara de adolescente. Mas os irmãos Lenita e Ralf, interpretados por Letícia Spiller e Henri Castelli, chegam a ser uma piada. Os dois, já por volta da casa dos 40, são de uma imaturidade constrangedora. Tanto no que diz respeito à caracterização quanto nas atitudes e na forma de se relacionar com outros personagens.

Mas nem tudo são espinhos. Como já é de praxe nas novelas de Negrão, o clima praiano invade a história e se torna quase um personagem. Marcelo Travesso e Leonardo Nogueira, responsáveis pela direção, fazem um bom trabalho. Sequências bonitas ambientadas em lugares paradisíacos tornam “Sol Nascente” um bom colírio para os olhos.

Há quase cinco meses no ar, “Sol Nascente” tem pouco mais de dois meses para virar o jogo e deixar uma boa impressão. Sua sucessora, “Novo Mundo”, tem estreia prevista para março.

 

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