Música

Briga, caos e revezamento em barracas: como está fila para ingressos de Taylor Swift em São Paulo

Primeiros tickets começaram a ser vendidos às 10h, espera teve desavenças na madrugada e frustração na hora da compra limitada a quatro ingressos por pessoa

Taylor Swift Taylor Swift  - Foto: Catherine Powell / Getty images North America / Getty Images via AFP

A venda de ingressos para os shows de Taylor Swift em São Paulo abriu às 10h desta segunda-feira no Allianz Parque, estádio localizado na Zona Oeste paulistana. A espera de alguns fãs, porém, já dura meses.

Para acessar os bilhetes, uma fila imensa se estende por todo o quarteirão do centro de eventos, e aqueles que conseguem comprar um bilhete para as concorridas apresentações recebem aplausos e comemorações dos demais que ainda aguardam sua vez na fila.

Uma das felizardas é Amanda Oliveira, de 22 anos, que começou a acampar com amiga na frente do Allianz em janeiro, meses antes da divulgação oficial das apresentações de Taylor Swift.

"A gente sabia que viria o anúncio, então montamos barraca e ficamos aqui (no estádio). Passaram algumas semanas e não veio anúncio, então fomos para casa. Mas no dia 1 de junho, quando começaram os rumores, eu vim pra cá às nove da manhã e não saí mais", afirmou, emocionada pela conquista. Hoje, ela foi uma das primeiras a conseguir comprar o ingresso, para o setor VIP no dia 26 de novembro.

Gabriela Kakiuchi, 21 anos, está na fila preferencial desde a manhã de ontem. Ela é de Sorocaba e veio para a capital só para comprar o ingresso. Durante a madrugada, a jovem enfrentou momentos de tensão e medo diante de diversas brigas entre cambistas e fãs.

"Quem está na fila recebeu senhas, mas diversos cambistas perderam seus lugares porque não estavam aqui quando entregaram essas senhas. Então, eles tentaram entrar na frente (de quem estava esperando), teve briga entre cambistas, de cambistas com fãs, alguns ameaçaram até matar um menino, foi bem tenso, tive muito medo. De madrugada não teve policiamento nenhum, só dois seguranças. Dormíamos na calçada, passavam pessoas olhando, tive medo de ser roubada", afirmou a fã que ainda esperava para comprar um ingresso às 10h40.

Também na fila preferencial está Ana Clara Borges, de 19 anos, que passou recentemente por uma cirurgia. Pouco antes das 11h ela ainda vivia a apreensão da espera por um ingresso. Na porta do estádio desde ontem, a jovem igualmente revela momentos de pânico na madrugada, dada a fúria dos cambistas.

"Foi um caos gigante, fã levando soco de cambista, garrafada na cabeça. Chamamos a polícia, postamos na internet, mas nada foi feito. Também teve muito uso de droga por parte dos cambistas. Foi um medo terrível. Minha mãe veio aqui de noite pra ficar comigo porque estava tenebroso."

Espera prolongada
Diversos fãs estão acampados na frente do estádio desde janeiro, quando começaram os primeiros rumores de que Taylor viria para o Brasil. Conforme a informação não se confirmava, contudo, alguns deixavam o local.

Ao longo dos meses, grupos se organizam para se manter na fila apesar do silêncio dos organizadores. Cada barraca geralmente comporta cerca de 40 pessoas, o que permite um revezamento para que ninguém largue a escola ou trabalho e, mesmo assim, tenha um lugarzinho guardado na fila.

Rylie Nef, de 19 anos, fazia parte de um desses grupos. Ele disse que em todos os meses desde o início do ano sempre teve alguém de seu grupo no Allianz acampado por alguns dias. O jovem pretendia comprar oito ingressos para ele e seus amigos curtirem a apresentação, mas foi informado apenas na hora da compra que poderia levar apenas quatro entradas por CPF.

"Não divulgaram no site informação nenhuma que seria quatro por CPF, não houve informação, foi muita sacanagem",  disse. Ele afirmou que o esquema das barracas é "muito organizado", e que ele sempre se revezou com outras pessoas. Desde ontem, porém, ficou na porta do Allianz esperando por sua vez.

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