Moacir Santos é celebrado no calendário da Cepe de 2026
Inspirados em sua obra, fotógrafos trazem imagens do artista pernambucano em cada um dos meses de 2026
Os próximo doze meses serão referenciados por música e leveza. De janeiro a dezembro, a sonoridade vai ser única, tal qual foi o trabalho do maestro, compositor e arranjador pernambucano Moacir Santos (1926-2006), protagonista da edição do calendário 2026 da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).
O calendário custa R$ 60 (parede) e R$ 30 (mesa) e pode ser encontrado nas livrarias da Cepe e na sede da editora.
Com o tema "A Música & A Imagem", o calendário homenageia o pernambucano nascido no Sertão do estado, que seguiu mundo afora para transitar na música, do erudito ao popular, tornando-se nome singular, inclusive, no universo do jazz e do afrojazz.
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As imagens da edição são de Leopoldo Conrado Nunes, fotógrafo que também é o curador do projeto, de Daniela Nader, Hélia Scheppa, Heudes Régis, Ricardo Labastier e Roberta Guimaraes - cada um deles assina dois meses do calendário.
Meses que viram música
Literalmente, os meses do calendário da Cepe em celebração a Moacir Santosa traz uma novidade para 2026: em cada página há um QR Code que remete a uma música composta pelo artisa.
As canções foram escolhidas pelos fotógrafos convidados, que se inspiraram nelas para produzir as imagens.
"Tive o privilégio de conhecer Moacir Santos na gravação do álbum 'Ouro Negro' (2001) e o considero um dos pilares da música brasileira, assim como Tom Jobim e Pixinguinha. Precisamos falar mais sobre Moacir", ressalta Leopoldo Conrado.
Janeiro e abril
Sob assinatura de Hélia Scheppa, entre os meses de janeiro e abril são as mãos do maestro com o seu instrumento que são apresentadas no calendário.
Seis fotógrafos assinam as imagens do calendário. (Fotos: Roberta Guimarães e Daniela Nader)
Inspirada na compoosição "Nanã", Scheppa exaltou o diálogo com a ancestralidade e o tempo profundo. "As imagens das mãos do maestro com a batuta evoca o instante sagrado em que o silêncio se transforma em som", conta ela.
Já o outro trabalho da fotógrafa conversa com "April Child", "pela atmosfera de delicadeza e introspecção que a música carrega", complementa a fotógrafa.
Maio e novembro
E dos meses de maio a novembro, Daniela Nader dá o tom dos dias em conexões marcantes da obra de Moacir. "As imagens capturam a essência mista dele: o saxofone como sua marca registrada e o pífano como um elo com o universo popular. Uma síntese visual de sua genialidade musical", declara.
Julho e dezembro
E Heudes Tégis recorreu à estética da fotografia em preto e branco, explorando assim a dualidade entre a precisão do arranjo do maestro e a liberdade do improviso - características pulsantes na obra do músico.
"As fotos buscam o equilíbrio presente em 'Vaidoso' e a pulsação vibrante da 'Coisa nº 10', músicas que integram o álbum 'Coisas' (1965)", explica Régis, ressaltando ainda que esta foi a forma que encontrou para celebrar o legado de Moacir Santos.
Livro reeditado
Ainda sobre Moacir Santos, a Cepe vai reeditar em 2026 o livro "Moacir Santos, ou Os Caminhos de um Músico Brasileiro", de autoria da flautista e pesquisadora Andrea Ernest Dias, lançado em 2016 - em coedição com a Folha Seca.
O livro está esgotado há mais de três anos.
Serviço:
Calendário 2026 da Cepe Editora - em celebração a Moacir Santos
Valor: R$ 60 (parede) e R$ 30 (mesa)
Onde comprar: livrarias da Cepe Editora (Eufrásio Barbosa, Museu do Estado de Pernambuco, Centro de Artesanato de Pernambuco e sede da Cepe, em Santo Amaro)
Compras acima de R$ 250 dá direito a um calendário de parede grátis
Compras acima de R$ 100 dá direito a uma calendário de mesa grátis

