Capiba em versão de choro e valsa por Elyianna Caldas

Pianista se apresenta dentro do projeto Mistura Fina, neste sábado (14), no Teatro de Santa Isabel. Nesta sexta-feira (13), a programação musical do Janeiro de Grandes Espetáculos é aberta com um tributo a Accioly Neto.

Deputada federal Marília Arraes (PT) questionou critérios do levantamento Ranking dos PolíticosDeputada federal Marília Arraes (PT) questionou critérios do levantamento Ranking dos Políticos - Foto: Luiz Macedo / Câmara federal

 

Conhecido como compositor de frevos imortais, como “É de Amargar”, “Madeira Que Cupim Não Rói” e “A Pisada é Essa”, o pernambucano Capiba também foi um exímio autor de choros e valsas. Das cerca de 200 canções, mais de 100 foram frevos, não é por acaso que poucas pessoas conhecem as suas aventuras em outros ritmos, mas quem já teve acesso a esse lado mais raro de sua obra pode atestar o alcance da genialidade do artista natural de Surubim. Até hoje, apenas dois discos trazem registros das suas composições para piano, sendo o recorte fora do universo pernambucano. São eles “Simplesmente Capiba”, de 1999, e “Capiba: Choros e Valsas”, de 2008, ambos da pianista Elyianna Caldas.

Neste sábado, às 20h, a musicista revisita esse repertório de choros dentro do projeto Mistura Fina, que será apresentado no teatro de Santa Isabel, como parte da programação musical do Janeiro de Grandes Espetáculos. “Ele foi muito meu amigo e essa parte mais erudita dele era maravilhosa. Ele também tocava piano e suas composições para o instrumento são muito peculiares. Geralmente, os choros usam a mão direita para fazer a melodia e a esquerda para o acompanhante. Capiba usava tanto a mão esquerda quanto a mão direito para fazer a melodia, o que deixa a música mais rica. Acho que ele era um talento fora do comum”, observa Elyianna, que será acompanhada por violão e pandeiro.

Embora não seja exatamente o homenageado do projeto, as músicas de Capiba, cuja morte completa 20 anos em dezembro, serão recorrentes na noite. Além de Elyianna Caldas, o Mistura Fina também contará com shows de Spok Quinteto e Claudionor Germano. Esse último é o cantor que mais gravou canções de Capiba e até hoje é considerado o seu principal intérprete. Para celebrar a memória do amigo, Claudionor cantará alguns dos seus sucessos de Carnaval. Embora cada artista se apresente em momentos separados, o Maestro Spok adianta que surpresas podem acontecer e os três podem se unir em algum instante para celebrar o compositor.

No entanto, ao lado do seu Quinteto, Spok deve ir além do esperado e apresentar um repertório que busca atravessar diferentes vertentes da música pernambucana. “É uma formação reduzida em que procuro mostrar o frevo e outros ritmos, explorando a improvisação jazzística. Iremos tocar clássicos do Carnaval, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Sivuca. Entra um pouco na linha do ‘Frevo Sanfonado’, até porque teremos a participação de Beto Hortis’, mas também teremos frevos violados, baiões, entre outros”, explicou ele.

HOJE

A programação de música do Janeiro de Grandes Espetáculos começa nesta sexta-feira, às 20h, também no Santa Isabel, com o tributo a Accioly Neto, falecido em 2000 e que teve o disco póstumo “Meu Forró” relançado no ano passado. Trazendo sucessos como “Espumas ao Vento”, “Lembrança de um Beijo” e “Quando Bate o Coração” pela primeira vez na voz do seus autor, o repertório do disco será interpretado esta noite por amigos de compositor, como Petrúcio Amorim, Irah Caldeira, Rogério Rangel e André Macambira, que se unem a Santanna, O Cantador e Bia Marinho. No domingo, às 19h, o mesmo espaço recebe Dalva Torres com o espetáculo “Ao Amor, Onde O Amor Foi Demais”, em que a cantora resgata o cancioneiro romântico do compositor também pernambucano Antônio Maria.

 

Veja também

Livraria Cultura lança serviço de empréstimo de livros
Literatura

Livraria Cultura lança serviço de empréstimo de livros

Parte final de 'Lucifer' e filme com Amy Adams; veja o que chega em maio na Netflix
Streaming

Parte final de 'Lucifer' e filme com Amy Adams; veja o que chega em maio na Netflix