Capital Inicial se apresenta no Classic Hall

Banda se apresenta nesta terça, com seus sucessos no repertório, além de fazer homenagem a Renato Russo

Assunto de FamíliaAssunto de Família - Foto: Reprodução/ Internet

 

Bandas criadas no mes­mo berço do Aborto Elétrico, Capital Inicial e Legião Urbana cresceram no rock brasileiro em uma relação quase fraternal, dividindo composições e colaborações. Hoje, quando se completam 20 anos da morte de Renato Russo, que ficou conhecido como vocalista da Legião, o Capital Inicial se apresenta no Classic Hall, a partir das 21h, em noite de emoções. Além de homenagear o amigo trazendo releituras de três composições suas, a banda também repassa parte da carreira com o show de lançamento do novo disco “Acústico NYC”, gravado na Hell’s Kitchen, em Nova York.
“Pensamos em gravar esse material em Fernando de Noronha, mas por ser um santuário ecológico tinha uma série de limitações. Paradoxalmente, cobrando ingresso em dólar, a gente vendeu bem e conseguiu fazer algo que tem sua graça. A cidade é a origem de um monte de bandas que a gente curte, sentimentalmente tem uma importância para o rock’n’roll de Brasília, pra quem os Ramones representaram uma coisa gigante, como o Aborto que era muito calcado nisso. Tocar no Hell’s Kitchen era quase como ir à Meca para a gente”, brinca o vocalista Dinho Ouro Preto, ao adiantar que o novo trabalho traz sucessos e “lados B” lançados de 2002 para cá. O show divide a noite com Nando Reis e Os Infernais.
O espetáculo desliga os instrumentos elétricos do repertório que sucedeu a explosão da banda com o “Acústico MTV”, de 2000. Porém, Dinho adianta que os acústicos são dois trabalhos de naturezas diferentes. “O primeiro foi uma explosão gigantesca, a maior vendagem; ninguém esperava. Mas quando ouço hoje esse disco, eu tenho a impressão que o Capital se tornou uma banda diferente. Acho que ele é muito comportado em relação a esse novo, que é muito mais sujo. Não é um acústico ortodoxo, pois os violões são processados, tem a distorções, é um acústico mais nervoso. Não temos a pretensão de repetir aquilo que aconteceu há 16 anos”, observa Dinho, que enxerga o novo trabalho como um descanso entre o último álbum de estúdio “Viva a Revolução” e o próximo, que está em processo de criação.
Há mais de 30 anos na estrada, o grupo ainda se surpreende com o seu poder de renovação do público, sempre atraindo jovens. “Acho que o que contribui com isso é que, além do Capital sempre lançar coisa nova, a gente tem uma linguagem que não se alterou. Se você for ver uma banda veterana fora do Brasil anos depois, ela continua sendo uma banda de rock, sendo fiel ao que ela criou. Aqui tem gente que acha inadequado, toma outro caminho, mas nós seguimos o nosso rumo e não tenho intenção de mudar. Alguns princípios do punk rock continuam vivos, principalmente no discurso reto, acho que isso também acaba atingindo o coração da garotada”, analisa o vocalista.

 

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