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Casa da Rabeca celebra Mestre Aicão em sua 25º Festa de Reis

A Casa da Rabeca recebe, nesta segunda-feira (6), às 19h, mais uma edição da tradicional celebração da Festa de Reis

25º edição da Festa de Reis na Casa da Rabeca25º edição da Festa de Reis na Casa da Rabeca - Foto: Reprodução/Divulgação

Seis de janeiro é o Dia dos Santos Reis, baseado na tradição cristã. Nesta data, os católicos encerram os festejos natalícios, desmontando presépios e as decorações que fazem parte do Natal. A Festa de Reis tem traços da cultura popular e do catolicismo: a tradição presta homenagem aos Reis Magos, e foi adquirida dos costumes dos portugueses, ainda durante o período colonial no Brasil, e é uma das mais tradicionais manifestações culturais brasileiras, em especial no Nordeste.

Nesta segunda-feira (6), na Casa da Rabeca, na Cidade Tabajara, em Olinda, a partir das 19h, haverá a tradicional Festa de Reis. Nesta edição do evento, participarão o Mamulengo Alegre de Olinda e, na sequência, os Cavalos Marinho Boi Matuto de Olinda, criado pelo Mestre Salustiano; Boi Brasileiro e Estrela do Amanhã, ambos de Condado, Boi Ventania, de Feira Nova e o Boi Coroado de Aracoiaba, numa grande homenagem ao seu criador, Mestre Aicão. A entrada e o estacionamento serão gratuitos.

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Pedro Salustiano, organizador do evento, explica como se deu a escolha do homenageado desta edição, dentre tantas figuras importantes para a cultura popular. "Essa homenagem veio através da própria conversa com os representantes do grupo do Mestre Aicão no dia do sepultamento dele, mas não devido sua partida, mas sim pela sua contribuição tanto para o Cavalo Marinho, quanto para o Maracatu".

A celebração promete unir tradição e regionalismo em uma grande festa da cultura popular. Esta é a 25ª edição do festejo promovido pela família Salustiano, defensora das expressões artísticas de Pernambuco. Tradição é preservada pela família Salu, que segue estimulando os brincantes a perpetuarem as tradições culturais às novas gerações, mesmo após o falecimento do saudoso Mestre Salustiano, em 2008. "Esse evento é de grande importância, não só para a cidade de Olinda, mas para o Estado. Seguimos mantendo essa tradição e consolidando esse legado deixado pelo meu pai, precursor de tudo isso. É uma programação genuinamente cultural, valorizando o fogueiro do cavalo marinho, no qual a maioria desses brincantes do cavalo marinho já se preparam para brincar o maracatu, o baque solto, para brincar outros fogueiros carnavalescos", enaltece Pedro.

A Casa da Rabeca faz parte da celebração, e Pedro diz sobre a questão de manter a tradição da festa no local, iniciada por seu pai, o Mestre Salu, como forma de fortalecer a cultura popular. “Quando chega no período do Natal e Festa de Reis, mantemos a tradição no local até mesmo com o chão batido de terreio, onde se mantém a tradição dos fogueiros populares, fortalecendo tudo aquilo que foi aprendido com meu pai”, explica.

As apresentações reúnem grupos de personagens ricamente vestidos - como o Mestre, Mateus e Catirina - e outros figurantes - que simulam batalhas por meio de cantos e danças em celebração ao dia. "Preservamos esse patrimônio cultural e todos os seus costumes, e hoje, os filhos, netos e bisnetos estão levando a tradição adiante", comenta Pedro.

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