Chico César encerra o projeto Palco Brasil com show na Caixa Cultural

Em entrevista à Folha de Pernambuco, cantor Chico César fala sobre política cultural, relação com o Recife e álbum premiado

O cantor faz quatro apresentaçõesO cantor faz quatro apresentações - Foto: Divulgação

O cantor paraibano Chico César encerra o projeto Palco Brasil, na Caixa Cultural, que já trouxe ao Recife Fernanda Takai e Roberta Sá. As apresentações - que já estão com ingressos esgotados - ocorrem nesta quinta (6) e sexta-feira (7), às 20h, e no sábado, às 17h e 20h.

A proposta do show é intimista, promovendo um passeio pela trajetória profissional do artista convidado. A forma como Chico César pretende conduzir esse percurso é através da música. “Creio que, para esse lugar sutil de fala que é o palco, nada melhor que a arte em si. Imagino que o público sinta isso também”, defende o músico, em entrevista à Folha de Pernambuco.

No repertório, o público pode conferir músicas dos nove álbuns já lançados pelo cantor. O mais recente, "Estado de poesia – Ao vivo" (2017), foi agraciado com um troféu do Prêmio da Música Brasileira 2018, em agosto, na categoria Melhor Álbum de Pop / Rock / Reggae / Hiphop / Funk.

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“Esse disco, desde o começo - a pré-produção da versão em estúdio, os primeiros ensaios, os momentos iniciais em que mostrei as canções para os músicos -, traz muito frescor e muita verdade. É bastante espontâneo, livre. Talvez, isso tenha contagiado as pessoas. Quando fomos pra estrada e, mais na frente gravamos o DVD, essa verdade, esse sentimento de happening, de performance, de brincadeira viva, isso incluiu o público. Contagiou. E a relação com o público nesses encontros nos contagiou de volta, a mim e aos músicos”, afirma.

A gravação do disco premiado ocorreu em setembro do ano passado, na capital pernambucana, cidade com a qual Chico César afirma ter uma relação especial. “Como artista, venho desde o começo dos anos 1980, ainda com o Grupo Jaguaribe Carne, dos irmãos pessoenses Pedro Osmar e Paulo Ró. Dessa época, vem o meu primeiro encontro com Lenine, Alceu Valença e Xangai. Meu grande mestre é o professor Jomard Muniz de Brito e sempre fui fã de Banda de Pau e Corda, Quinteto Violado, Ave Sangria, Naná Vasconcelos, Geraldo Azevedo, Lula Cortes. Depois, tive a honra de trocar artisticamente com muitos deles, todos referência para mim”, conta.



Gestão cultural

A política está presente na vida de Chico César não só por meio das músicas que ele já criou com esse teor. Engajado com causas nas quais acredita, ele chegou a ser presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e, de 2011 a 2014, foi Secretário de Cultura do estado da Paraíba. Com essa experiência, ele crítica o atual momento da gestão cultural no Brasil.

“O melhor momento institucional da cultura em nosso país foi com Gilberto Gil e Juca Ferreira (ex-ministros da Cultura) nas gestões de Lula. Aí a cultura ganhou status sócio-econômico identitário, deixou de ser a ‘cereja do bolo’. Agora nem mel nem cabaça. Não temos mais nem bolo, quanto mais cereja. A cultura nem aparece no programa dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas - ou apenas timidamente, parece até pra enfeitar”, lamenta.

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