'Christabel' é um dos destaques da segunda noite do Cine PE

Festival exibe dois longas-metragens nesta sexta-feira (1): 'Christabel' (RJ), de Alex Levy-Heller, e 'Os príncipes' (RJ), de Luiz Rosemberg Filho

Cena do filme 'Christabel', de Alex Levy-HellerCena do filme 'Christabel', de Alex Levy-Heller - Foto: Divulgação

O Cine PE - Festival do Audiovisual segue nesta sexta-feira (1) com dois longas-metragens: "Christabel" (RJ), de Alex Levy-Heller, e "Os príncipes" (RJ), de Luiz Rosemberg Filho.

Além dos longas, serão projetados ainda "Uma balada para rock lane", de Djalma Galindo, na mostra competitiva de curtas pernambucanos, e "Teodora quer dançar" (MT), de Samantha Col Debella; "Balanceia" (RO), de Juraci Júnior e Thiago Oliveira; e "Banco Brecht" (PE), de Marcio Souza, na competição nacional. O evento é gratuito e começa às 19h30, no Cinema São Luiz.

"Christabel" é baseado no poema de mesmo nome, escrito pelo autor britânico Samuel Taylor Coleridge (1772-1834). "A ideia surgiu após conversas com a autora de literatura fantástica Martha Argel", diz Alex.

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"Martha me apresentou um estudo sobre o poema 'Christabel'. Sou fã de histórias vampirescas e, ao mesmo tempo, um entusiasta da literatura britânica. 'Christabel' é uma das primeiras obras literárias em que a figura do vampiro aparece. Nesse caso, uma vampira mulher que seduz sua vítima, também mulher, e tem com ela uma relação homoafetiva. É um prato cheio para um roteiro de cinema. Os temas abordados, liberdade e independência da mulher, LGBT e religião, permanecem atuais", ressalta o diretor.

Trabalhar esses temas com os atores foi um dos desafios da preparação do elenco, em especial as atrizes Mila Fernandes (que interpreta Christabel) e Lorena Castanheira.

"Eu mesmo preparei os atores. Ensaiamos exaustivamente, pois teríamos pouco tempo de filmagem. Filmamos tudo em apenas 11 dias", diz o diretor. "Fizemos um trabalho muito forte com as atrizes, abordando o desejo reprimido versus a paixão incontrolável. São temas delicados, então procurei deixá-las à vontade. Nos ensaios, éramos apenas eu e elas. Foi um processo cansativo, mas prazeroso", detalha.

   Primeira ficção

Este é o terceiro longa de Alex. "Havia dirigido dois documentários e achei que estava na hora de realizar minha primeira ficção. Fizemos 'Christabel' com recursos próprios e investimento direto. Pouca verba. Não podia esperar por editais de fomento, sentia a necessidade de realizar logo. Me senti pronto para essa transição", diz Alex.

"Foi uma aventura. Me cerquei de profissionais que se encontravam no mesmo momento que eu. Foi a primeira ficção da maioria da equipe. Então, a vontade de realizar existia em todos. Isso tornou tudo mais fácil", destaca.

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