Literatura

Cida Pedrosa vence nas categorias Livro do Ano e Poesia no Prêmio Jabuti 2020

Ela venceu na categoria onde também concorria a pernambucana Bell Puã, com o livro “Lutar é Crime” (Letramento)

Poeta Cida PedrosaPoeta Cida Pedrosa - Foto: Rick Rodrigs/Divulgação

A escritora pernambucana Cida Pedrosa ganhou o Prêmio Jabuti 2020 com o livro “Solo para Vialejo”, pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Ela venceu nas categorias Livro do Ano e Poesia. Na categoria Poesia também concorriam a pernambucana Bell Puã, com o livro “Lutar é Crime” (Letramento); Pádua Fernandes, com o “Desvio das gentes”; Lucin Collin, com “Rosa que está”; e W. J. Solha, com o livro “Vida Aberta - Tratado poético filosófico. Os vencedores estão sendo conhecidos em cerimônia virtual nesta quinta-feira (26).

A obra, difundida em 125 páginas, foi lançada no ano passado. "Solo para Vialejo", como é chamada a gaita no interior, foi o instrumento que Cida ganhou do pai. "O poema é um único. E ao mesmo tempo dá impressão que estou construindo uma canção para instrumento. E a gaita perpassa por todo poema. Faz parte do terceto do blues. O nome da obra brinca brinca com toda solidão que perpassa o poema", explicou em entrevista à Folha de Pernambuco, no lançamento

“Emoção e gratidão demais! Solo para Vialejo acabou de receber o Prêmio Jabuti, gente amada! Uma caminhada que começou aos 15 anos, quando cheguei no Recife e, desde lá, sempre fazendo da poesia a minha guia. E tudo isso ainda com a apresentação luxuosa da grande @majucoutinhoreal! Que presente!”, comemorou Cida nas redes sociais. 

Invasão

Em setembro, Cida chegou a ser alvo de ataques. Enquanto ainda era pré-candidata à vereadora, o lançamento virtual do e-book de poesias "Estesia" foi invadido na plataforma Google Meet. Segundo a organização do evento, a invasão foi feita por "hackers bolsonaristas, em claro ataque à literatura, à arte e a liberdade de expressão". 

"Eles conseguiram entrar na nossa apresentação e reproduzir mensagens de violência. Conseguiram desligar nossos microfones e passar barulhos de rajada de metralhadoras, colocaram pessoas dançando com músicas de violência e gritavam 'mito', que a gente era comunista, essa coisa toda", relatou a autora na época. 

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