Cinema pernambucano na Mostra de Tiradentes

Festival de Cinema apresenta o novo longa-metragem documental da diretora Dea Ferraz

Depois de se destacar com “Câmara de Espelhos”, diretora inicia trajetória de “Modo de Produção”Depois de se destacar com “Câmara de Espelhos”, diretora inicia trajetória de “Modo de Produção” - Foto: Beto Figueiroa/Divulgação

Nos últimos anos, a nova geração de cineastas pernambucanos tem marcado presença em quase todos os festivais importantes do audiovisual. Locarno, Roterdã, Berlim, Toronto e Cannes, só para citar alguns internacionais, viram passar pelas telas produções como “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho e “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro. Nesta quinta-feira (26), é a vez da cineasta Dea Ferraz apresentar seu “Modo de Produção” na Mostra Tiradentes.

Gravado em 2013, o filme terá a primeira exibição na prestigiada mostra, que neste ano chega à vigésima edição. “A expectativa é a melhor possível. O cinema autoral brasileiro ainda é, de certa forma, muito pautado por festivais. Se você consegue se destacar em alguma mostra importante, isso acaba virando um selo, certamente agrega muito valor”, conta a cineasta, em entrevista à Folha de Pernambuco. Seu filme trata de questões relativas ao trabalho na sociedade contemporânea.

O documentário foi produzido quase na mesma época que o elogiado “Câmara de Espelhos”, que apesar de ter sido gravado há quase quatro anos, ainda se mantém atual com a problematização do machismo e o espaço cada vez maior conquistado pelas causas feministas. “Penso que os filmes são, mesmo que indiretamente, um reflexo do mundo em que a gente vive. É necessário que se levante um debate sobre essas questões. Há várias formas de você fazer isso sem também ser panfletário, vai muito do estilo de cada um”, pontua. Tanto “Câmara de Espelhos” como “Modo de Produção” ainda não têm distribuição comercial garantida, mas Dea espera exibi-los em circuito até o final deste ano.

Mostra
A edição deste ano da Mostra Tiradentes teve início na última sexta-feira (20), com exibição do documentário “Divinas Divas”, da atriz Leandra Leal, que fala sobre a primeira geração de travestis brasileiras. Curador da Mostra, o produtor Cléber Eduardo opina: “O festival é uma porta interessante para que certos temas sejam discutidos para a sociedade. Para nós, é importante não apenas que o filme passe aqui, mas que ele possa ser digerido e discutido durante dias, por isso abrimos sempre espaço para debates e rodas de discussão”.

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