Circuito 'Aurora Instrumental' abre sua primeira temporada
A pluralidade dos sons tece os dez espetáculos que compõem a primeira fase do Aurora Instrumental, que ocorre no Teatro Arraial Ariano Suassuna
De nome de rua no centro do Recife ao fenômeno que ilumina o céu de cores, "aurora" também vira termo para legitimar um espaço musical. É que, a partir desta quarta-feira (18), nasce, no Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457), na Boa Vista, o "Aurora Instrumental", projeto que engloba 20 espetáculos musicais, divididos em duas temporadas.
A primeira temporada - com dez espetáculos - vai até 20 de junho, sempre às quartas-feiras, a partir das 19h30, e com ingressos a preços populares de R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira).
Acima de tudo, o “Aurora” aposta na visibilidade dos diversos tipos de músicos que compõem o instrumental do Estado. "A ideia desse circuito é justamente mostrar a força que tem a música instrumental em Pernambuco, mostrar nossa diversidade e o quanto somos plurais", explica Gilú Amaral, diretor Artístico e Musical do projeto.
Na curadoria, Gilú teve o cuidado de selecionar artistas que tocam desde pífano a instrumentistas e bandas. "Você vai ver apresentações diversas desde um percussionista a um flautista rock’n’roll. Buscamos trabalhar com vários segmentos", conta.
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Gilú relembra, também, que o circuito nasceu de um desejo antigo de explorar a música instrumental. "Isso é uma vontade antiga, de fazer um festival, de trabalhar com a música instrumental atentando que ela é tão importante como qualquer música", diz. Em meio à vontade de fazer o instrumental ser visto vem a necessidade de explorar novos nomes, sem esquecer os mais tradicionais.
“Temos nomes consagrados, como Spok, mas também trazemos alguns que não são tão conhecidos ainda, pessoas que tem uma história na música", contextualiza o diretor, mencionando as apresentações dos grupos Quartetubas e Rivotrill.
O futuro
Quanto aos planos para o futuro do Aurora, há pano para a manga: "Nós vemos movimentos superinteressantes no nosso Estado, desde o mangue beat ao 'Reverbo', ao 'A Dita Curva', e acho que isso serve de exemplo para vermos que quando se faz as coisas em conjunto nós somos muito mais fortes e podemos alcançar muita coisa", reforça.
"Estendemos que isso pode ser algo maior que só duas temporadas. Futuramente, a minha ideia é a gente dar continuidade, independentemente de financiamento ou não”, afirma, citando a possibilidade de uma etapa em Olinda.
A programação da primeira temporada inclui nomes como Spok Quinteto (que se apresenta nesta quarta-feira, às 19h30), Amaro Freitas Trio, Vinícius Sarmento, Zé da Flauta e o próprio Gilú Amaral, que também é percussionista.
Confira a programação do Aurora Instrumental
18/04 – Spok Quinteto
25/04 – Amaro Freitas Trio
02/05 – Henrique Albino Trio
16/05 – Vinícius Sarmento
16/05 – Gilú Amaral
23/05 – Rivotrill
30/05 – Hugo Linns
06/06 – Quartetubas
13/06 – Zé da Flauta
20/06 – Anderson do Pife e Banda Zé do Estado

