Conheça os vencedores do Prêmio Ariano Suassuna

Segunda edição contempla dez grupos e artistas da cultura popular

Dona Glorinha do Coco, uma das vencedorasDona Glorinha do Coco, uma das vencedoras - Foto: Pri Buhr/Divulgação

Reconhecendo, valorizando e incentivando práticas de transmissão de saberes e fazeres da Cultura Popular, o Prêmio Ariano Suassuna chega a sua segunda edição. Nesta terça-feira (24), às 11h, uma cerimônia marca a entrega dos certificados dos vencedores da edição desse ano.

O prêmio se propõe a estimular a escrita dramática e revelar novos dramaturgos: esse ano, foram 68 inscrições (35 em Cultura Popular, 33 em Dramaturgia), advindas de todas as Macrorregiões do Estado, sendo motivado pelo legado de Ariano Suassuna. Do total, dez iniciativas foram premiadas: oito, no segmento de Cultura Popular, e duas, no segmento de Dramaturgia.

Os vencedores da categoria Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres foram contemplados com R$ 10 mil, cada. Na categoria grupo, o valor do prêmio é de R$ 15 mil. Na área de Dramaturgia, o prêmio para o primeiro lugar é de R$ 10 mil; e R$ 7 mil para o segundo colocado.

A seleção das propostas vencedoras na área de Cultura Popular foi avalizada por uma comissão formada pelos especialistas Francisco Adriano da Costa Souza, José Bezerra de Brito Neto, Débora Fernandes Herszenhut e André Alexandre Mendes Freiras. Na área de Dramaturgia, a análise ficou por conta de Morgana Pessoa, Cristiana Gimenes e Luiz de Assis Monteiro.

Confira os contemplados:

VENCEDORES NO SEGMENTO CULTURA POPULAR

Cambinda Estrela: No Baque da Cidadania - Uma reflexão sobre cultura popular, saberes e fazeres (Recife)
Braço social do Maracatu Nação Cambinda Estrela, que permanece vivo e atuante desde 1935, o Centro Cultural Cambinda Estrela ministra ao longo de todo o ano cursos de percussão geral, corte e costura, bordados, produção de adereços, dança afro e popular, capoeira, canto (toadas/loas), roda de leitura, cine – clube, debates/ seminários sobre raça, gênero, entre outros. 

Dona Glorinha do Coco (Olinda)
Maria da Glória Braz de Almeida, ou Dona Glorinha do Coco, mestra de coco e viúva de pescador, tem 83 anos de idade e herdou de seus antepassados o gosto pelo coco de roda, principalmente aquele que se cantava, e se canta ainda hoje, na beira da praia. 

Grupo Bacamarteiros Batalhão 56 (Riacho dos Almas)
Fundado por Janduir João dos Santos, o Grupo de Bacamarte Batalhão 56 é uma das tradições mais populares do município de Riacho das Almas. Com 42 bacamarteiros, entre homens e mulheres, a manifestação segue a tradição tanto na uniformização dos seus membros. É um dos grupos pernambucanos mais atuantes na transmissão de saberes e perpetuação da cultura nordestina.

Mestre João Elias Spíndola
(Poção)
Há mais de 70 anos, o Estado de Pernambuco é pioneiro na confecção de renda renascença, sendo o maior polo produtivo no Brasil, chegando, inclusive, a exportar esse tipo de artesanato. Um dos nomes mais atuantes por trás desse legado é o do Mestre João Elias Espíndola, intitulado Patrimônio Vivo do Estado no dia 22 de dezembro de 2016.

Caboclinho Cahetés de Goiana
Os Caboclinhos Cahetés é uma sociedade civil, carnavalesca e cultural fundada no dia 15 de dezembro de 1904, que possui mais de 120 componentes. Seu nome originou-se da tribo dos Cahetés que habitavam as terras do Engenho Japumim, na cidade de Goiana. Seu fundador foi João Marinho, tio avô do atual presidente, Pedro Gonçalves Ramos.

Mestre Biu Alexandre (Condado)
Severino Alexandre da Silva, Mestre Biu Alexandre, começou a botar figura (teatralizar os personagens da cultura popular e participar da brincadeira) aos 13 anos. Em 1979, fundou seu Estrela de Ouro e hoje comemora o fato de ter os filhos e netos envolvidos no brinquedo.

Samba de Veio (Ilha do Massangano/Petrolina)
Com sede localizada na Ilha do Massangano no submédio Rio São Francisco, em Petrolina, Sertão de Pernambuco, o Samba de Véio é uma manifestação popular de tradição oral, com características lúdicas e religiosas, praticada por alguns moradores da Ilha. A origem do folguedo remonta há mais ou menos 120 anos e vai seguindo de geração em geração.

Zé Carlos do Pajeú (Tabira)
É cantador, repentista profissional da nova geração de viola, produtor cultural, escritor, cordelista, oficineiro, palestrante, declamador e glosador com atividade ininterrupta há 14 anos.


VENCEDORES NO SEGMENTO DRAMATURGIA
CATEGORIA TEATRO ADULTO

1º lugar

Texto: "O Gaioleiro"
Autor: Raphael Gustavo Soares Ferreira
Ator, diretor e professor de teatro e língua portuguesa. É formado em Letras pela Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (Faintvisa). Já trabalhou como coordenador pedagógico de teatro nas escolas de Vitória de Santo Antão e foi um dos vencedores do Sarau Poético e Lírico da Faintvisa em 2012, com o texto “Encruzilhada”.
Município: Vitória de Santo Antão

2º lugar

Texto: "Sina"
Autora: Andala Quituche
É licenciada em Letras pela Universidade de Pernambuco, está em conclusão da pós-graduação em Cultura Pernambucana pela FAFIRE. Vice-presidente e folgazã do Cavalo Marinho Boi Pintado do Mestre Grimário desde 2010 e integrante do grupo teatral Coletivo Labuta de Teatro desde 2014, tem como sua maior paixão e motivação a Cultura Popular do nosso Estado. 
Município: Paulista

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