LUTO

Corpo da atriz Geninha da Rosa Borges é velado no Teatro de Santa Isabel

Familiares, amigos e admiradores da "grande dama do teatro pernambucano", compareceram ao velório para prestarem suas últimas homenagens

Corpo da atriz Geninha da Rosa Borges é velado no Teatro de Santa IsabelCorpo da atriz Geninha da Rosa Borges é velado no Teatro de Santa Isabel - Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

O Teatro de Santa Isabel é o palco da despedida de Geninha da Rosa Borges. A atriz e diretora teatral pernambucana, que faleceu na última quinta-feira (23), aos 100 anos, está sendo velada neste sábado (25), no equipamento cultural que ela chegou a dirigir em três ocasiões e que recebeu muitos dos seus espetáculos.

Familiares, amigos e admiradores da "grande dama do teatro pernambucano", compareceram ao velório para prestarem suas últimas homenagens. O caixão com o corpo da artista foi colocado no centro do palco do teatro.

"Foi o que ela sempre quis. Ela não tinha vergonha de dizer que o Santa Isabel era dela. Ela sempre quis que fosse no palco, porque foi aqui onde ela viveu. Só não imaginei a cena dela tão quieta", comentou, emocionada, Ana Maria da Rosa Borges, uma das filhas da atriz.
 

O velório deve ser encerrado às 16h. Em seguida, o corpo de Geninha seguirá para a cerimônia de cremação, que será restrita aos familiares, no Cemitério Morada da Paz. Segundo a família, as cinzas da artista devem ser deixadas no Teatro de Santa Isabel.

Centenário

Geninha havia comemorado seu centenário na última terça-feira (21), poucos dias antes de sua morte. "Nos últimos dias, ela estava cumprindo a promessa que nos fez de completar 100 anos. O corpo já não a deixava mais participar das coisas e, se bem conheço a minha mãe, deve ter pensado que não era adequado se despedir em dia de festa. Então, ela esperou um pouquinho", afirmou Ana.

"Acho que ela realizou todos os sonhos dela. Poderia ter a dificuldade que fosse, ela ia e fazia com perfeição", completou a filha, que apontou a generosidade como principal atributo da atriz. 

Para Romildo Moreira, atual diretor do Teatro de Santa Isabel, Geninha continua sendo um patrimônio vivo para o local. "Além de ter sido uma atriz que brilhou nesse palco, ela foi uma excelente gestora da casa. Vi o quanto de apreço, cuidado, carinho e atenção ininterrupta ela tinha por esse teatro", afirmou. 

Geninha dirigiu o Santa Isabel por três vezes, a primeira em 1983. Entres suas iniciativas na gestão, implementou as visitas guiadas ao monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Homenagens 

Uma das personalidades que esteve presente na despedida de Geninha foi o deputado estadual e ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB). "É uma perda muito grande, mas acho que o que ela construiu não se acaba aqui. Pelo seu talento e pelo que representava, ela dava uma dimensão internacional a esse teatro", disse.

O secretário de cultura do Estado, Oscar Barreto, que também compareceu ao velório, classificou Geninha como uma diva do teatro pernambucano. "Ela foi uma estrela em vida e, agora, vira uma estrela também no firmamento", apontou.

Artistas que conviveram com a atriz e diretora aproveitaram os momentos finais do velório para homenageá-la. Logo após a realização de uma celebração religiosa, o espaço foi aberto para atores, poetas e músicos expressarem sua admiração pela grande diva através da arte. Ana Maria, filha de Geninha, deu início ao recitar o poema "Para ser grande", de Fernando Pessoa. Em seguida, nomes da cena local, como Adriano Cabral, Daniela Câmara, Colly Holanda e Márcia Luz se juntaram ao ato artístico, reverenciando assim o legado cultural de quem inspirou tantas gerações. 

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