Criador de personagens famosos, Orival Pessini morre aos 72 anos

Ator idealizou tipos icônicos, como Fofão e Patropi. Ele morreu devido a um câncer no baço

O coro do STBNB na Capela David MeinO coro do STBNB na Capela David Mein - Foto: Reprodução/Divulgação

O ator e humorista Orival Pessini, criador de personagens como Fofão, Patropi e Sócrates, morreu, ontem, aos 72 anos, após enfrentar um câncer no baço. Orival Pessini iniciou sua carreira no teatro. Sua estreia na televisão aconteceu no programa infantil “Quem Conta Um Conto”, na TV Tupi, em 1963. Na década de 70 interpretou os macacos Sócrates e Charles, do “Planeta dos Homens” (Globo). Estreou, em 1988, no humorístico “Praça Brasil”, da Band, com o personagem Patropi - que levaria mais tarde para os programas “Escolinha do Professor Raimundo (Globo), “A Praça é Nossa” (SBT) e “Escolinha do Barulho (Record)”.

Orival criou o Fofão no programa “Balão Mágico” (Globo). O boneco fez tanto sucesso que, com o fim do programa, ganhou sua própria atração: “TV Fofão” (Bandeirantes), no qual apresentava quadros humorísticos e desenhos animados.

A cantora Simony, que iniciou sua carreira artística ainda na infância ao lado de Pessini, no “Balão Mágico”, se despediu do ator. “Hoje é um dia tão triste, mas tão triste porque eu acabo de perder meu amigo, meu boneco que fez tanto minha alegria e a de muitas crianças. Orival Pessini, eu te amo. Vai com Deus, meu amigão. Meu eterno Fofão”, escreveu ela em seu perfil do Instagram.

Inspiração

O personagem Fofão, um dos mais marcantes da carreira do humorista Orival Pessini, teve inspiração no E.T. do filme de Steven Spielberg dos anos 80. “O Fofão não é bonito. Ele é uma mistura de cachorro, urso, porco e palhaço. Não é à toa que me baseei no E.T do Spielberg. Quando assisti ao filme na época fiquei com lágrimas nos olhos. Eu não pensei em fazer uma coisa bonita, mas sim uma coisa simpática, que demonstrasse ‘calor humano’, ‘sentimento’”, afirmou Pessini em maio deste ano no programa “The Noite”.

Ele não se incomodava com as imitações de Fofão. Parte da infância de uma geração, o boneco foi alvo de uma polêmica neste ano - quando a Carreta Furacão decidiu ir a uma manifestação em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas o criador proibiu o Fofão genérico de participar do protesto.

“Eu não autorizo, é um direito meu. Eu faço questão de proteger meus personagens. O Fofão, por exemplo, gera empregos. As crianças conhecem pela internet e gostam. Os adultos se emocionam quando o encontram. Quero preservar essa imagem”, explicou.

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