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[Crítica] 'Bad Boys Para Sempre' traz equilíbrio entre ação e drama

O filme, que estreia no Brasil nesta quinta-feira, traz Will Smith e Martin Lawrence em sintonia total depois de 17 anos do lançamento da segunda parte da franquia

"Bad Boys Para Sempre""Bad Boys Para Sempre" - Foto: Sony Pictures/Divulgação

Lá se vão 25 anos desde que Will Smith e Martin Lawrence estrearam como protagonistas de "Bad Boys". O filme não só ajudou a alavancar as carreiras dos dois astros, mas também levou ao estrelato o diretor Michael Bay, cujos filmes possuem o curioso poder de irritar os críticos enquanto faturam milhões em bilheteria. Eis que, 17 anos após o lançamento da segunda parte da franquia, um terceiro capítulo chega aos cinemas e parece se beneficiar justamente da ausência do cineasta por trás das câmeras (ele chega a fazer uma rápida aparição como ator).

Em "Bad Boys Para Sempre", que estreia nesta quinta-feira (30) no Brasil, a direção passa para o comando dos belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah. A dupla consegue escapar da obsessão por efeitos especiais, marca do seu antecessor, e inserir elementos dramáticos enriquecedores para a trama. Não é que as explosões e cenas de perseguição mirabolantes típicas dos filmes de ação tenham saído de cena. Elas existem e são empolgantes, mas a melhor notícia é que há também uma história realmente interessante costurando isso tudo.

Segue viva a ligação entre Mike Lowery (Smith) e Marcus Burnett (Lawrence), parceiros na polícia de Miami, mesmo que suas vidas tenham tomado rumos completamente diferentes. Enquanto um continua se comportando como um garotão sem compromisso, o outro assumiu completamente o papel de pai de família dedicado. Essa amizade é colocada à prova quando Lowery sofre um atentado. Depois de escapar da morte, seu maior propósito passa a ser descobrir a identidade do culpado e se vingar, mas tudo o que seu colega quer é curtir a aposentadoria, longe de qualquer violência.

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Reunidos novamente, Will Smith e Martin Lawrence esbanjam carisma na telona. O humor presente nos diálogos travados entre eles torna o longa-metragem mais leve, apesar de tantos tiros e mortes sangrentas. Esse alívio cômico também ocorre quando estão em cena os agentes da AMMO, grupo de elite da polícia designado para solucionar o caso. É divertido ver o choque de gerações entre Mike e a jovem equipe liderada por Rita (Paola Nunez), antigo interesse amoroso do policial. O trio interpretado por Alexander Ludwig, Vanessa Hudgens e Charles Melton chama atenção não só por isso, mas também por quebrar uma série de clichês.



O atentado sofrido pelo personagem de Smith está ligado a uma série de assassinatos. Por trás de todas as mortes está a perigosa Isabel Aretas (Kate Del Castillo), conhecida como La Bruja. Ela culpa Mike pela morte do esposo, um poderoso traficante, e usa o filho, Armando (Jacon Scipio), para executar um plano de vingança. A relação dos vilões com o policial, no entanto, é mais profunda do que aparenta. Mas essa revelação fica guardada para o terço final do filme, que ganha contornos de telenovela mexicana. Apesar de exagerar um pouco na emoção dos momentos de desfecho, o longa consegue estabelecer uma equilíbrio entre ação e drama, deixando ainda um “gancho” para uma possível sequência no final.

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