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Crítica: 'Crime sem saída' não traz novidades ao thriller policial

Estrelado por Chadwick Boseman (Pantera Negra), o longa até se esforça para sair da mesmice, mas cais nas armadilhas já sedimentadas do gênero

Boseman dá vida a um investigador no filme dos irmãos RussoBoseman dá vida a um investigador no filme dos irmãos Russo - Foto: Divulgação

Conhecido por dar vida ao herói Pantera Negra, o ator Chadwick Boseman está de volta às telonas com um filme produzido pelos irmãos Russo, diretores de "Vingadores: Ultimato". Mas o projeto, desta vez, não tem nada a ver com o universo cinematográfico da Marvel. Em cartaz nas principais salas de cinema do Brasil, "Crime sem saída" é um thriller policial cheio de ação e suspense, com um roteiro interessante, mas que derrapa em certo ponto.

Já faz algum tempo que o gênero policial não consegue oferecer algum trabalho inovador. Nas primeiras cenas, "Crime sem saída" parece caminhar também em direção à mesmice. Boseman interpreta Andre Davis, um investigador durão e honesto. Ele recebe a missão de descobrir o paradeiro de dois criminosos responsáveis pela morte de vários policiais e, para isso, é obrigado a trabalhar com uma parceira. Nada de novo, se não fossem as reviravoltas que surgem no caso, levando o protagonista a repensar alguns conceitos sobre sua profissão.

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Na medida em que avança nas investigações, Andre descobre que boa parte dos seus colegas está profundamente envolvida com o submundo do crime. O longa-metragem consegue manter um ritmo instigante, com cenas que deixam sempre o espectador desconfiado, sem precisar apelar apenas para a adrenalina das perseguições. É no final, no entanto, que o filme falha e entrega uma conclusão apressada demais para uma trama cujos meandros vão sendo revelados aos poucos.


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