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Crítica: 'Os Jovens Titãs em ação! Nos cinemas' é comédia despretensiosa

Em cartaz, animação reúne heróis do universo da DC Comics em história simples e despretensiosa, que brinca com o mercado de cinema e os filmes de heróis

Cena do filme 'Os Jovens Titãs em ação! Nos cinemas', em cartazCena do filme 'Os Jovens Titãs em ação! Nos cinemas', em cartaz - Foto: Warner Bros./Divulgação

O plano de Slade, vilão do filme "Os Jovens Titãs em ação! Nos cinemas", é se fantasiar de produtora de cinema e lançar uma grande quantidade de filmes de super-herói. Dessa forma, Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, entre outros, estarão ocupados demais com as gravações e o glamour de Hollywood e assim Slade poderia roubar suas respectivas cidades sem problemas. Ele quer construir uma plataforma de exibição on-line; todos que assistirem aos filmes ficarão sob seu controle.

Através dessa pequena e despretensiosa animação, a DC Comics, que decepcionou parte de seus fãs em filmes recentes, tenta emular a fórmula de sucesso de "Deadpool" (da Marvel), com personagens desbocados que a todo instante comentam o mercado de cinema, os hábitos de consumo e os filmes de herói (a aparência de Slade é inclusive similar ao visual de Deadpool, com uma roupa vermelha e preta e um par de espadas). Um filme de herói que brinca com a grande quantidade de filmes de heróis e com o perfil da cinefilia contemporânea, de forma leve e divertida.

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Dirigido por Aaron Horvath e Peter Rida Michail, o filme fala sobre o grupo Jovens Titãs, composto por Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano, crianças com poderes que querem se igualar a seus ídolos: os heróis do universo DC. Depois de uma luta contra um vilão gigante, em que precisam da ajuda da Liga da Justiça, os jovens amigos vão à pré-estreia do novo filme do Batman. Lá, Robin espera que seja anunciado seu próprio filme. Depois dos trailers das próximas atrações do universo Batman (que incluem um filme sobre Alfred, o Batmóvel e o Cinto de Utilidades), Robin começa a duvidar de seu potencial heroico.

A curta duração (cerca de 1h20) e a relativa simplicidade na maneira como o enredo é desenvolvido indicam que este filme parece mais um episódio longo da série de TV (composta por 65 episódios, em cinco temporadas, exibidas entre 2003 e 2006) do que propriamente um filme. A animação tem boa qualidade técnica e as piadas envolvem tanto os adultos quanto as crianças, num esforço de atrair tanto os pais quanto os filhos. A cena final indica a possibilidade de novos filmes para a franquia, algo que pode ser efetivado dependendo do desempenho comercial do longa.

A ideia central do filme envolve pensar sobre o que significa ser herói e o que é necessário para que esse heroísmo seja reconhecido e legitimado. De maneira parecida com "Deadpool" - mas naturalmente repensada para o público infantil -, esta adaptação de "Jovens Titãs" para o cinema tem força justamente na maneira casual como o enredo se desenvolve, uma história simples mas que se expande através da metalinguagem, das piadas e dos comentários sobre o cinema contemporâneo e o fanatismo dos fãs.

Cotação: bom


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