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Crítica: 'Pokémon: Detetive Pikachu' entrega trama simples e divertida

Primeiro live-action da franquia japonesa, longa-metragem adapta ao cinema jogo de videogame lançado em 2016

Tim Goodman (Justice Smith) se une a Lucy Stevens (Kathryn Newton) e um simpático Pikachu falante para investigar o desaparecimento do paiTim Goodman (Justice Smith) se une a Lucy Stevens (Kathryn Newton) e um simpático Pikachu falante para investigar o desaparecimento do pai - Foto: Warner Bros/Divulgação

Transpor para o cinema sucessos dos videogames tem sido uma pedra no sapato para os grandes estúdios hollywoodianos. É grande a lista de adaptações que decepcionaram os fãs e, com tantas tentativas fracassadas, é normal a desconfiança toda vez que um filme baseado em algum jogo é anunciado. "Pokémon: Detetive Pikachu", que estreia hoje nos cinemas brasileiros, foge à regra e surpreende de maneira positiva.

O primeiro live-action da franquia japonesa, que existe desde os anos 1990, não é uma adaptação direta dos jogos clássicos ou do anime. Dirigido por Rob Letterman, o longa-metragem tem como inspiração um game spin-off homônimo, lançado para o Nintendo 3DS em 2016, mas não se prende a isso. Embora importe a premissa básica do jogo, o filme incorpora outros desdobramentos ao enredo e apresenta uma estética bem mais interessante.

Quem espera ver na tela uma versão humana do aspirante a treinador Ash Ketchum - protagonista da maioria das animações da franquia - pode se decepcionar. A trama acompanha a história de Tim Goodman (Justice Smith), um jovem que prefere manter distância de qualquer pokémon. Após o desaparecimento do seu pai, o detetive Harry, ele acabe se juntado a um simpático Pikachu falante para desvendar esse mistério.

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Como em um filme de investigação policial, a dupla sai em busca de pistas em Ryme City, cidade onde monstrinhos e humanos conseguem viver em harmonia. Ainda que consiga atingir em cheio o público infantil, o longa traz nas entrelinhas piadas que só os mais crescidos conseguirão compreender. Ao dublar o Pikachu, o ator Ryan Reynolds empresta o sarcasmo de seu Deadpool, só que sem a enxurrada de palavrões e violência gratuita.



O roteiro é simples e, à primeira vista, pode soar tedioso para aqueles que não guardam com nostalgia a lembrança de acompanhar a série animada. O filme brinca com referências da produção televisiva, como quando ambienta uma tradicional batalha pokémon em um clube de lutas clandestinas. Para quem é fã, é impactante identificar centenas de suas criaturas favoritas em versões quase realistas, interagindo com pessoas de carne e osso, como se um sonho infantil tivesse se tornado realidade. Já os que não compartilham dessa sensação, no entanto, encontram uma história que ganha força com algumas reviravoltas, dramas familiares, boas cenas de ação e um humor certeiro.

Cotação
Bom

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