Dança flamenca é atração no Dona Lindu

Espetáculo será encenado nesta terça-feira (15), às 19h, no Teatro Luiz Mendonça

Ulysses Gadêlha, repórter de PolíticaUlysses Gadêlha, repórter de Política - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A mistura da aridez do Sertão pernambucano com a tradição musical da região espanhola da Andaluzia é o mote do espetáculo de dança flamenca “A Palo Seco”, apresentado pela Companhia Karina Leiro nesta terça-feira (15), às 19h, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). A peça é encenada com música ao vivo, tendo Mek Natividade no cajón e percussão, Lucas Almeida no violoncelo e guitarra flamenca e Diego Zarcon no cante. A direção musical é de Eduardo Bertussi, também à frente da guitarra flamenca.

“É uma questão especial para mim, até por ser nordestina, mas possuir uma ancestralidade espanhola. A ideia do espetáculo vem do poema de mesmo nome de João Cabral de Melo Neto, quisemos resgatar isso”, diz a coreógrafa Karina Leiro, em entrevista à Folha de Pernambuco.

O poema “A Palo Seco” foi escrito em 1960, pelo autor de “Morte e Vida Severina”, e já versava sobre a questão da seca e dos retirantes nordestinos, que também são explorados no espetáculo. “É um pouco diferente dos musicais tradicionais que são uma coisa alegre. “A Palo Seco” não deixa de ser uma história triste, fala sobre uma família pobre do Sertão”, afirma Karina.

O texto é dividido em sete segmentos, que abordam a vida e as lutas pessoais de sete mulheres e um homem, no Brasil dos anos 1930. A interpretação de toda a trilha sonora ao vivo também possibilita a difusão do ritmo flamenco em Pernambuco. Durante pouco mais de uma hora, serão apresentados seis palos, como são chamados os diferentes bailes flamencos: Martinete, Seguiriya, Sevillanas, Soleá, Tientos e Tanguillos.
Em “A Palo Seco”, o ator Adriano Cabral vive Carcará, enquanto Karina Leiro interpreta a Mãe de Todas; Rose Hans é Carmem e Dani Albuquerque incorpora Rita; Já Rafaela Wanderley dá vida à Flora; Fernanda Paulino é Rute, Juliana Fernandes vive Marta e Helena Thomé é Maria.

Este é o segundo espetáculo do grupo de dança flamenca, sucedendo “Bailaora”, de 2014, que participou de festivais como o Janeiro de Grandes Espetáculos. As alunas e alunos da Cia Karina Leiro Studio abrem a noite com a apresentação da “Mostra Flamencura”, que inclui os palos Tangos de Málaga, Farruca, Tangos de Granada, Sevillanas (uma delas com castanhola) e Alegrías.

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