De Canção em Canção, novo filme de Terrence Malick, explora melancolia

Longa, em cartaz no Cinema do Museu, reúne elenco de peso, com Michael Fassbender, Ryan Gosling, Rooney Mara, Natalie Portman e Cate Blanchett

Cena do filme "De canção em canção"Cena do filme "De canção em canção" - Foto: Divulgação

É curiosa a carreira do cineasta norte-americano Terrence Malick. Seus dois primeiros longas-metragens, "Terra de Ninguém" (1973) e "Cinzas no Paraíso" (1978), são lembrados pelo lirismo e beleza das imagens. O intervalo de 20 anos até seu terceiro filme, "Além da Linha Vermelha" (1998), e a aparente reclusão do diretor, que não dá entrevistas nem aparece nos materiais de publicidade, criou mistério e curiosidade em torno do autor. Nos anos 2000, Malick começou a lançar uma maior quantidade de filmes, com variações de qualidade e alcance.

Está em cartaz, no Cinema do Museu (Fundaj de casa Forte), "De canção em canção", seu oitavo longa de ficção, no Cinema do Museu. O filme compartilha com as obras anteriores uma abordagem difusa e alegórica na forma como constrói a narrativa. Não há tantos diálogos no sentido tradicional; as conversas são quase como decoração de ambiente, sons abafados de uma festa. A maior movimentação dramática vem através de monólogos, testemunhos que revelam a real natureza de tumultos sentimentais. É uma marca de estilo que privilegia o fluxo de consciência, e neste filme oscila entre o magnífico impacto emocional de epifanias e os excessos de performances melodramáticas.



O elenco é uma reunião impressionante de estrelas de Hollywood. A história se passa em Austin, Texas, nos Estados Unidos; Ryan Gosling interpreta um artista que é contratado pelo produtor musical Cook (Michael Fassbender) e acaba se envolvendo com sua namorada, Faye (Rooney Mara). É através desse clichê romântico que Malick começa a esmiuçar durezas do envolvimento emocional, o que significa se conectar e se revelar para outra pessoa - e nesse sentido o título "De canção em canção" parece sugerir certa ideia de melancolia sobre os impulsos da paixão e o volume do amor.

Também estão envolvidas nesta de trama de amores trágicos Rhonda (Natalie Portman) e Amanda (Cate Blanchett), compondo um elenco que parece dar forma e carisma a situações delicadas da vida. Assim como "O novo mundo" (2005) e "A árvore da vida" (2011), a montagem favorece uma ideia de memória fugaz, imagens de um passado impactante que voltam para assombrar os personagens, delineando um empolgante universo dramático.

Trilha cativante

Como o título indica, o filme tem uma trilha sonora cativante, em que cada canção cria uma atmosfera especial. O próprio elenco do filme conta com pequenas participações de músicos: não apenas Patti Smith, que tem falas e importância dramática, mas também Iggy Pop, Lykke Li e John Lydon (mais conhecido como Johnny Rotten, vocalista do grupo Sex Pistols), além da banda Red Hot Chili Peppers (Anthony Kiedis, Flea, Chad Smith e Josh Klinghoffer).

Cotação: Bom

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