Diablo Angel leva seu 'Futuro' para o Hermilo Borba

Banda se apresenta nesta quarta (21) com show do novo álbum, lançado também em K7

Diablo AngelDiablo Angel - Foto: Lumos Estúdio/Divulgação

Nada de rigores e sonoridades engessadas, a nova pegada da banda pernambucana Diablo Angel é para “não sentir medo e estar livre”. Pelo menos é por aí que os versos inicias da canção homônima ao novo álbum “Futuro” pretendem chegar ao público e, principalmente, ganhar novos públicos: (re)inventando-se, saindo da garagem.

Esta nova roupagem será apresentada pelo grupo amanhã, às 20h, no Teatro Hermilo Borba (ingressos no Sympla a partir de R$ 5 - meia entrada). “A noite vai ser diferenciada, num teatro, com recursos visuais relacionados ao que vamos tocar”, adianta Kira Aderne, à frente dos vocais, das composições e do projeto, que, ao lado de Tárcio Luna (guitarra) e Bruno Gomes (bateria), caiu na estrada há pelo menos cinco anos. "Estamos prontos para alçar novos voos", completa a artista caruaruense, que, com as boas novas do disco, pretende ampliar aos palcos dos festivais dos quais já participou, outras plateias Brasil afora.




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"Abrimos o leque com um trabalho que passeia pelo noise rock, desert rock e shoegaze e entramos em uma nova fase com músicas cantadas em português, o que também diferencia o disco do primeiro. Estamos numa crescente, passamos por momentos marcantes nos festivais e na turnê que fizemos pelo Nordeste e agora queremos chegar alcançar outros palcos", ressalta Kira, "dona" das doze canções que compõem o segundo disco da banda - o primeiro deles foi, "Fuzzled Mind" (2016).

Para o show de amanhã, a Diablo Angel leva ao seu "Futuro" os convidados Cannibal, que sobe ao palco e homenageia os 40 anos de "Unknown Pleasures", disco de estreia da banda inglesa Joy Division; Nívea Maria (Verdes & Valterianos), Dani Carmesim e o guitarrista Marcelo Gomes (Gomão). "Cannibal é um grande ídolo nosso, além das meninas que vêm fazendo um trabalho muito bom na cena", comenta Kira, que lançou o álbum nas plataformas digitais e em formato de fita cassete. "Foi para divertir o público com a onda retrô e a aceitação tem sido boa", justifica.

Outro Diablo
Um outro "diablo", o Diablo Motor, formado pelo quarteto roqueiro Filipe Cabral (voz e guitarra), Lucas Reis (guitarra), Bruno Patrício (baixo e vocais) e Thiago Sabino (bateria), volta à estrada com o disco "Inflama". A banda - que celebra uma década de carreira - engata em uma "vibe" que, embora não saia do universo do rock, abre-se para outras referências, a exemplo da faixa "Mais Que Três", que contou com participação do Maestro Spok e de Lara Klaus. "Pop, world music, metais e até blues e jazz são referências. Temos muitos parceiros musicais e isso reflete em nosso trabalho, que tem participações naturais", conta Filipe.

Diablo Motor


"Inflama" marca também a nova formação da banda, que, de acordo com Filipe, "traz amadurecimento e abertura para novos estilos", em relação ao último disco produzido em 2010. "Sentimos que mudamos a pegada da banda, que ficou mais moderna, flertando com outros estilos, além da referência forte do rock da década de 1970", ressaltou ele que, de olho em um nicho de mercado, trouxe junto com a banda o disco em plataformas digitais e em fita cassete. "As pessoas compram para colecionar. Nossa intenção foi levar nostalgia e uma viabilidade de mercado, porque cabe no bolso. Foi mais um elemento que entendemos que se encaixava em nosso material de trabalho".


 

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