Diretor Hilton Lacerda finaliza as gravações do filme 'Fim de Festa'

Durante um mês, o pernambucano Hilton Lacerda gravou na capital pernambucana cenas de sua mais nova produção, chamada "Fim de festa"

Hilton Lacerda, diretor e roteirista Hilton Lacerda, diretor e roteirista  - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A ressaca (física e moral) que acomete a cidade do Recife e seus habitantes na quarta-feira de cinzas é o pano de fundo de "Fim de festa". Com previsão de estreia para o segundo semestre de 2019, o segundo longa-metragem do diretor pernambucano Hilton Lacerda parte de um assassinato cometido no período carnavalesco para suscitar diferentes reflexões de cunho social, político e emocional. As gravações foram iniciadas em setembro e chegaram ao fim na última sexta-feira (5).

"A ideia principal era fazer um filme que tivesse o pós-Carnaval como referência. A narrativa se passa entre uma quarta-feira de cinzas e o domingo depois do Carnaval, que traz um sentimento entre o cansaço e a vontade de festejar que perdura. Tem um pouco a ver com esse momento politico que nós estamos vivendo no Brasil. Existia uma perspectiva de coisas acontecendo quando idealizamos o projeto, que agora estão bastante eminentes. É uma leitura metafórica desse final de festa", explica Hilton, que além da direção também assina o roteiro da obra.

Com produção da Carnaval Filmes e REC Produtores, a equipe envolvida no projeto filmou em diferentes localidades da capital pernambucana, principalmente na região central. A Folha de Pernambuco acompanhou o último dia de gravações, realizado em uma casa alugada na comunidade de Brasília Teimosa, no bairro do Pina. No lugar, foi montado o cenário de um bar fictício, por onde transitam personagens importantes para a trama.

Leia também:
Recifest divulga lista de filmes selecionados para a sua sexta edição
Distribuição: um dos pontos críticos do mercado cinematográfico
Netflix deve produzir filmes e séries baseados nas 'Crônicas de Nárnia'


O enredo é divido em dois núcleos. O primeiro mostra o quarteto amoroso formado a partir do encontro, durante a folia carnavalesca, entre os recifenses Breno (Gustavo Patriota) e Penha (Amanda Beça) e o casal baiano Ângelo (Leandro Villa) e Indira (Safira Moreira). O segundo é focado em Emma (Maria Barreira), francesa morta a pauladas.

"O personagem do Irandhir Santos circula por esses dois núcleos. Ele é pai de Breno, trabalha como policial civil, e é chamado para investigar o crime. É um cara que tenta dar conta de uma grande angústia que ele carrega do passado", adianta.

A inspiração de parte do roteiro veio de uma história real com grande repercussão midiática. A morte de Emma tem como referência o caso da turista alemã Jennifer Kloker, assassinada em 2010, em São Lourenço da Mata, a mando da própria sogra. Mas assim como em "Tatuagem" (2013), Hilton parte de uma história real para criar uma ficção.

"Foi um crime que eu acompanhei pelos jornais, como todo mundo, mas ele não me interessa em si mesmo. Minha proposta é pegar essa história que aconteceu de fato e reconstruí-la a partir de outra perspectiva", comenta.

Também estão no elenco a atriz Hermila Guedes - que interpreta as gêmeas Cosma e Damiana -, Arthur Canavarro, Suzy Lopes, Jean Thomas Bernardini e Ariclenes Barroso. A trilha sonora é assinada por DJ Dolores, que já trabalhou com Hilton em "Tatuagem" e nas séries "Fim do mundo" e "Lama dos dias", exibidas pelo Canal Brasil.

Veja também

Nego do Borel apela para discurso religioso após acusações de agressão
Religiosidade

Nego do Borel apela para discurso religioso após acusações de agressão

Comparada a Satanás, Andressa Urach critica pastores da Universal
Polêmica

Comparada a Satanás, Andressa Urach critica pastores da Universal