Disney rompe com youtuber PewDiePie por vídeos antissemitas

Sueco é o "youtuber" mais famoso do mundo, com mais de 53 milhões de seguidores em seu canal

PewDiePie é conhecido por seus vídeos humorísticos, que são seguidos por mais de 53 milhões de pessoas em seu canal no YouTubePewDiePie é conhecido por seus vídeos humorísticos, que são seguidos por mais de 53 milhões de pessoas em seu canal no YouTube - Foto: John Lamparski/Getty Images North America/AFP

Um dos estúdios do grupo Disney colocou fim a sua colaboração com o popular "youtuber" PewDiePie depois que vários de seus vídeos incluíram insultos antissemitas e referências nazistas, indicou um porta-voz ao Wall Street Journal nesta terça-feira (14).

O sueco de 27 anos, cujo verdadeiro nome é Felix Kjellberg, é conhecido por seus vídeos humorísticos, que são seguidos por mais de 53 milhões de pessoas em seu canal.

"Embora Felix tenha criado uma base de seguidores por ser provocador e irreverente, claramente foi muito longe neste caso e os vídeos resultantes são inadequados", afirmou ao jornal nova-iorquino uma porta-voz da Maker Studios, filial da Disney com a qual o sueco mantinha um contrato.

De acordo com o Wall Street Journal, PewDiePie, que havia assinado com a condição de uma liberdade total de criação, pagou a dois indianos para que segurassem um cartaz com a frase "Morte a todos os judeus" em um vídeo divulgado no dia 11 de janeiro.

"Estava tentando mostrar quão louco é o mundo moderno, especialmente alguns serviços disponíveis on-line", justificou o famoso youtuber em seu blog no último domingo. No vídeo, ele faz referência ao Fiverr, um site para encontrar trabalhos temporários. "Escolhi algo que me pareceu absurdo: que as pessoas que estão no Fiverr dissessem algo por 5 dólares", explicou.

O The Wall Street Journal contabilizou nove vídeos com piadas antissemitas e referências nazistas desde agosto. Um, por exemplo, mostra um homem vestido como Jesus dizendo: "Hitler não fez absolutamente nada ruim". "Claro que é importante dizer algo e quero deixar uma coisa clara: de nenhuma maneira apoio nenhum discurso de ódio", escreveu Kjellberg em seu blog. "Embora não fosse minha intenção, entendo que estas piadas seja, no fim das contas, ofensivas".

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