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Documentário 'Vindas e Vidas' é lançado no Cinema São Luiz

Produção relata o drama dos migrantes venezuelanos, a partir da história de quatro famílias; três delas em Pernambuco

Exibição do filme 'Vindas e Vidas'Exibição do filme 'Vindas e Vidas' - Foto: Jose Britto/Folha de Pernambuco

A acolhida de migrantes venezuelanos em Pernambuco é o tema do documentário 'Vindas e Vidas', lançando na noite desta segunda-feira (20), em sessão única no Cinema São Luiz, centro do Recife. Além dos venezuelanos entrevistados para a produção, estão presentes representantes do Ministério Público Federal (MPF) da 5ª região, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2, responsáveis pelo projeto.

Produção relata o drama dos migrantes, a partir da história de quatro famílias venezuelanas que deixaram o seu país de origem por conta da crise econômica e humanitária e entraram no Brasil pela fronteira com Roraima. Três das famílias chegaram a Pernambuco por meio do Programa de Interiorização Voluntária (PANA), que faz parte da Operação Acolhida, organizada em 2018 para receber os migrantes que chegam ao país diariamente.

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Segundo o procurador-chefe da PRR5, Marcelo Alves, a ideia é a cada dois anos escolher um tema importante para a sociedade como um todo e trabalhar ele como uma forma de expandir para um público não técnico o trabalho da órgão. "O tema da migração é atual e não só no Brasil e em Pernambuco, mas no mundo todo. O MPF está nas fronteiras tratando da questão da migração e nós agora nos Estados que recepciona essas pessoas temos agora que lidar com essa realidade", disse.

Ainda segundo o procurador-chefe, 80% dos venezuelanos que entraram no Brasil pelos caminhos formais estão inseridos no mercado formal de trabalho e os outros 20% estão trabalhando na informalidade porque são empreendedores. "A gente quer alertar a população para essa nova leva de pessoas que estão vindo por demanda espontânea em situação de muito mais vulnerabilidade. Essas pessoas que estão nas ruas do Recife hoje fazem parte de uma etnia indígena venezuelana que estava migrando dentro do própria país porque foram desalojadas de suas terras por problemas internos", disse.

O reitor da Unicap, padre Pedro Rubens, falou que a intenção é alertar a população de que é possível acolher os migrantes e fazer com que toda a sociedade se una para que essas pessoas tenham o mesmo sucesso que as outras tiveram "Como não estamos próximos das fronteiras não tínhamos o fenômeno da migração de uma maneira muito evidente. Agora é um problema que temos que encarar, mas por trás disso há pessoas. Não se trata de julgar as situações, mas de uma ação humanitária ao encontro de pessoas que estão sofrendo por questões diversas", falou.

Ele acrescentou ainda que esse tema vai colocar em pauta o tipo de brasileiros que queremos ser. "É um problema novo e dependendo de como vamos responder vamos perceber se somos verdadeiramente um povo que acolhe, solidário, ou se somos um povo preconceituoso, discriminador, insensível e preocupado apenas com nossos problemas", comentou o padre.

Gravado no primeiro semestre de 2019 sem fazer uso do orçamento das instituições responsáveis, o documentário “Vindas e Vidas” contou com o esforço das equipes de comunicação das instituições envolvidas e com o apoio de voluntários. A produção tem direção técnica de Ana Cláudia Dolores, Cláudia Holder, Jaqueline Maia e Lícia Magna, roteiro de Ana Cláudia Dolores, Cláudia Holder e Nildo Ferreira e edição de Luca Pacheco. 

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