Domitila para além da história

Adaptação recifense da ópera inspirada na Marquesa de Santos entra em temporada no Teatro Hermilo a partir desta quinta

Confira as principais manchetes de hojeConfira as principais manchetes de hoje - Foto: Divulgação

Muito já foi dito sobre Domitila de Castro Canto e Melo (1797-1867). Mais conhecida como a Marquesa de Santos, ela viveu um tórrido e notório romance com o imperador Dom Pedro I ao longo de sete anos. Baseado nas correspondências trocadas entre os amantes, o músico carioca João Guilherme Ripper transformou o escandaloso relacionamento em espetáculo de ópera. Em adaptação recifense, “Domitila” estreia nesta quinta-feira (1), às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho, onde permanece em cartaz até o dia 11 de dezembro, com sessões de quinta a domingo.

A ideia de montar o espetáculo em Pernambuco partiu do também carioca, mas radicado na Capital pernambucana, Luiz Kleber Queiroz, que assina a direção cênica. “Acho importante resgatar elementos da história do nosso País. Estamos falando de uma das personagens femininas mais importantes do Brasil, principalmente, por sua influência nas decisões que o imperador tomava. Essa ópera é a história viva que surge na nossa frente. Domitila sai dos livros para contar suas belas e tristes memórias”, afirma o diretor.

O espetáculo retrata o adeus comovido da marquesa. Revivendo suas decepções e alegrias, Domitila escreve a última carta ao amado, que põe um fim na relação para poder se casar com Amélia de Leuchtenberg. “A história oficial não foi muito generosa com essa personagem. Para os padrões da época, ela era uma mulher autossuficiente, que tinha voz e não engolia qualquer coisa calada”, comenta a soprano carioca Neti Szpilmann, que se reveza no papel com a pernambucana Tarcyla Perboire.

Neti, que integra o coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participou de uma montagem anterior da ópera. “O público fica muito envolvido. É uma história de amor. Por isso, muita gente se identifica”, relata a cantora. Para Luiz Kleber, o fato da peça ser toda cantada em português aproxima ainda mais a plateia da obra. “Quando você trabalha na sua língua é como se estivesse em casa. Existe uma compreensão muito grande, tanto pelos cantores quanto pelos espectadores”, defende.

Por se tratar de uma ópera de câmara, “Domitila” tem uma estrutura menor do que outras produções desenvolvidas nesta linguagem. Em vez de uma orquestra completa, apenas três instrumentos acompanham a voz da soprano: piano, clarinete e violoncelo. A direção musical é assinada por Antonio Nigro. Já a direção de movimento fica por conta de Marisa Avellar. O ator e diretor de teatro Marcondes Lima fica responsável pelos figurinos e pela direção de arte.

Serviço
Espetáculo de ópera “Domitila”
Quando: de quinta-feira (1) a 11 de dezembro; de quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Recife Antigo)
Entrada gratuita
Informações: (81) 3355-3320

 

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