BALANÇO

Em 2016, 4,5 milhões de livros a menos

Para a indústria, não importa qual livro, importa é que as pessoas estejam lendo”, comenta o presidente Snel, Marcos da Veiga

O projeto, que segue o modelo do Pacto pela Vida, foi lançado pelo governo Federal e conta com 405 profissionais, incluindo homens e mulheres da Força Nacional de SegurançaO projeto, que segue o modelo do Pacto pela Vida, foi lançado pelo governo Federal e conta com 405 profissionais, incluindo homens e mulheres da Força Nacional de Segurança - Foto: Caio Danyalgil/Folha de Pernambuco

O mercado editorial fecha 2016 com resultados a lamentar e uma recessão que reforça a falta de hábito da leitura no Brasil: houve queda de 3,37% no faturamento e de 11,08% no volume de vendas de livros em todo País. Em unidades, significa que 2016 vendeu quase 4,5 milhões de unidades a menos que em 2015 e que a queda, em dinheiro, foi de R$ 48,6 milhões. “Mesmo com o preço dos livros praticamente estáticos, vemos uma queda. Para a indústria, não importa qual livro, importa é que as pessoas estejam lendo”, comenta o presidente do Sindicato dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga.

Os dados são da pesquisa feita em parceria entre a consultoria Nielsen e o Snel.
Entre os cinco livros mais vendidos do ano, “Como eu era antes de você” (de Jojo Moyes, com quase 350 mil exemplares vendidos), “Ruah” (Padre Marcelo, com 228 mil), “Depois de você” (também de Jojo Moyes, com quase 224 mil), “O diário de Larissa Manoela” (com 172 mil) e a maior vendagem do fim do ano, “Harry Potter e a criança amaldiçoada” (153.222 unidades vendidas).

No último mês do ano, seguindo a vendagem do novo “Harry Potter”, em primeiro, “O homem mais inteligente do mundo”, de Augusto Cury, com mais de 38 mil exemplares vendidos. Um alívio para o setor este ano foi a Black Friday, que alavancou em 115% o volume de vendas e em 65% o faturamento (índice menor por conta dos descontos praticados, que chegam à média de 23% do valor cheio).

O tíquete médio do livro no ano ficou abaixo dos R$ 30 e isso, comentou Veiga, dificulta ainda mais a vida das livrarias. “Tudo sobe, menos o preço dos livros. Foi por isso que, em 2015, os livros de colorir foram tão importantes, porque mesmo não sendo literatura, ajudaram na saúde financeira das livrarias”.

O dado mais dramático dessa pesquisa, diz o presidente, é a queda no número de livros vendidos, apesar da quase estagnação dos preços. “É uma tristeza e a aposta da indústria foi oferecer um livro mais barato para aumentar o volume, mas não foi o que aconteceu”. Segundo Veiga, em 2017, é estimado que os preços do mercado editorial subam entre 6% e 7%.
E como qualquer indústria, a editorial traça estratégias para alavancar vendas. “Acho que 2017 será um ano em que precisaremos divulgar mais os livros, falar da leitura, de que o livro é um entretenimento de excelente custo benefício. É uma tarefa urgente”.

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