Em homenagem ao maestro Tom Jobim

João Bosco, Toquinho e Joyce dividem o palco e interpretam composições do artista hoje no Teatro Guararapes

Cristiano PimentelCristiano Pimentel - Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

 

Em 1972, João Bosco estreou no mercado fonográfico no lado B do disco de bolso “O Tom de Antônio Carlos Jobim e o Tal de João Bosco”, com a música “Agnus Sei”. No lado A, o pai da bossa nova o apadrinhava com a primeira gravação de “Águas de Março”, que foi posteriormente cristalizada no icônico álbum “Matita Perê”, lançado no ano seguinte. A série de compactos fazia parte de um projeto realizado pela revista O Pasquim, que pretendia apresentar para o público algumas das apostas de Tom Jobim para a música brasileira naquele momento.
Apresentado a Tom por Vinicius de Moraes em Ouro Preto, João Bosco começou a carreira com o pé direito e logo atingiu autonomia através de vários sucessos espalhados entre os 25 álbuns que lançou desde então. Embora tenha aprendido a andar sozinho, o compositor mineiro não esqueceu de reverenciar aquele que lhe ajudou nos primeiros passos para os holofotes, por isso, o músico faz parte do espetáculo “Uma Homenagem a Tom Jobim”, que acontece hoje, às 21h, no Teatro Guararapes, ao lado de Toquinho e Joyce.
“Todos nós tivemos uma relação próxima com o Tom. Toquinho quando gravava com Vinicius (de Moraes) muitas vezes fazia os shows junto com o Tom. É um compositor que a gente tem uma admiração profunda e é uma obra reconhecida no mundo inteiro. Saber que você conviveu com essa pessoa e agora estar no palco lembrando dela, para a gente é motivo de uma realização muito importante”, comenta Bosco, ao explicar que o trio também contou com a participação de Jaques Morelenbaum em algumas apresentações, mas por conta de diferenças nas agendas, o violoncelista não pôde vir para o Recife.
O repertório é dividido entre os três de acordo com a afinidade musical, por isso, Bosco canta canções como “Águas de Março”, “Água de Beber” e “Desafinado”. Já Toquinho irá tocar outras como “Garota de Ipanema”, “Corcovado” e “Eu sei que vou te amar”, enquanto Joyce interpretará “Ela é Carioca”, “Retrato em Preto e Branco” e “Estrada do Sol”. “Tom tem uma obra muito extensa, poderíamos fazer vários shows diferentes sem repetir o repertório. Cada um interpreta do seu modo e isso é o que torna o show interessante, não são arranjos rigorosamente originais. Mas nós aprendemos com ele, portanto estamos fazendo bonito”, conclui Bosco.

 

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