DRAMA

Entre delicadeza e polêmicas, “Quatro Vidas de um Cachorro” estreia nesta quinta

Vídeo com imagens de bastidores da filmagem mostrou maus tratos ao cão

Dennis Quaid é o protagonista de uma das histórias de “Quatro Vidas de um Cachorro”Dennis Quaid é o protagonista de uma das histórias de “Quatro Vidas de um Cachorro” - Foto: Pniversal Pictures/Divulgação

Alguns filmes ganham proporções maiores do que o previsto por motivos inesperados. É o caso de “Quatro Vidas de um Cachorro”, que estreia nesta quinta-feira (26). O longa de Lasse Hallström (diretor de “Sempre ao Seu Lado”, de 2009) seria recebido apenas como um relato emocional sobre os vínculos afetivos entre cães e humanos caso um vídeo de bastidores não tivesse sido divulgado. Vazaram imagens mostrando o desespero de um dos cães enquanto treinadores tentam fazer ele entrar em uma piscina com águas agitadas.

Espectadores ameaçaram boicotar a obra e criticaram a produção. A Universal Pictures se pronunciou através de nota, ressaltando que “seguiu rigorosamente os protocolos para assegurar um ambiente seguro e ético para os animais envolvidos”. “Foram vários dias de ensaio das cenas realizadas na água para garantir que Hércules [o nome do cão] se sentisse confortável com as gravações. No dia da filmagem, Hércules não quis gravar as imagens retratadas no vídeo divulgado, portanto, a equipe da Amblin não continuou as filmagens”, diz a nota.

É triste e irônico pensar em maus tratos a animais quando a ideia do roteiro é oposta: contar a história das várias vidas de um mesmo cachorro e sua digna fidelidade a seus donos, compartilhando momentos significativos (amor, morte, conquistas). São quatro narrativas (duas curtas e pouco interessantes e outras duas mais longas, com o mesmo personagem em diferentes momentos - os atores Bryce Gheisar, quando criança; K.J. Apa, adolescente; e Dennis Quaid, adulto).

O que impede “Quatro Vidas de um Cachorro” de se tornar memorável é uma opção explorada desde a primeira cena: a narração do cão. Há uma voz explicando o que o cachorro sente, como se o próprio animal falasse sobre seus questionamentos sobre existência, sorvete e brincadeiras. É uma estratégia que parece simplificar uma complexa relação de afetos aos termos mais básicos. Quando observa apenas os animais e os homens permanecendo juntos diante de situações improváveis, o longa tem cativante potencial emotivo.

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