Espelho de Narciso reflete na televisão

Entre o riso e o choro, bastidores e programação servem de referência para outras produções

Agenda dos candidatos ao Governo de Pernambuco 2018Agenda dos candidatos ao Governo de Pernambuco 2018 - Foto: Arte: Folha de Pernambuco

A história, os formatos e a linguagem da tevê podem ser grandes fontes de inspiração para a própria televisão. Diversos autores e roteiristas apostam nesta espécie de autorreferência para criar um jogo entre o produto e o modo como ele é feito. A televisão brasileira tem inúmeros exemplos. Da pioneira “Espelho Mágico”, novela escrita por Lauro César Muniz em 1977, passando pela ousadia humorística do “TV Pirata”, até as atuais “Tá no Ar: A TV na TV”, “Nada Será Como Antes” e “Supermax”, cada uma, à sua maneira, abusa das referências televisivas. 

O complexo projeto de Muniz para “Espelho Mágico” demorou a ser assimilado pelo público, que ficou confuso com as tramas da novela em si e de “Coquetel de Amor”, o folhetim fictício que ambientava a trama principal. A ideia do autor era revelar as dificuldades típicas de se levar uma novela ao ar, como problemas de audiência, disputa de egos e brigas internas entre diretor, emissora e autor. “A novela foi um relativo fracasso. Acho que o público não estava preparado para a crítica ao mundo artístico contida no texto. Foi um trabalho muito divertido, mesmo com a pressão pela audiência presente que acaba refletindo na equipe”, analisa Juca.

Desde o último mês de outubro, os primeiros passos da tevê nacional protagonizam “Nada Será Como Antes”, série feita a seis mãos por Guel Arraes, João Falcão e Jorge Furtado. O trio retrata a transição entre o fim da era do rádio e os bastidores dos primeiros teleteatros e programas jornalísticos. “O rádio era o ápice da comunicação.

Portanto, inicialmente, a televisão foi encarada como um retumbante fracasso. Aos poucos, a força das imagens causou o encantamento e a televisão se destacou pela sua força de entretenimento”, ressalta Jorge Furtado. 

Humorísticos como o clássico “TV Pirata”, passando pelo “Casseta & Planeta, Urgente!” e o “Tá no Ar: A TV na TV” já fizeram o público dar boas risadas com suas paródias de novelas, programas de auditório e jornalísticos. À frente do “Tá no Ar: A TV na TV”, Marcius Melhem acredita que seu programa não apenas satiriza as produções, mas também personalidades e produtos que anunciam no veículo. “A gente quer rir e brincar com a televisão como um todo. Existem propagandas tão absurdas quanto os programas sensacionalistas”, destaca Marcius.

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