Espetáculo leva Freud e Salvador Dalí ao Teatro RioMar, neste fim de semana

Adaptado e dirigido por Jô Soares, "Histeria" se divide em momentos de pura comédia, vaudeville e drama

Peça "Histeria" chega ao Recife Peça "Histeria" chega ao Recife  - Foto: Nina Pires/Divulgação

O espetáculo "Histeria", dirigido por Jô Soares, chega ao Recife em duas sessões, no Teatro RioMar: neste sábado (8), às 21h; e domingo (9), às 19h. A peça mostra a relação entre Salvador Dalí (1904-1989) e Sigmund Freud (1856-1939).

Obcecado pelo pensamento freudiano, Dalí tentou mais de uma vez conhecer o pai da psicanálise. A visita só ocorreu em 1938, pouco antes da morte do psicanalista, que vivia em Londres para fugir da perseguição nazista.

O inusitado encontro entre duas das maiores personalidades do século 20 inspirou o dramaturgo Terry Jhonson a escrever a peça. Em 2016, a peça ganhou versão brasileira pelas mãos de Jô.

Na atual temporada, Cassio Scapin interpreta Dalí e Norival Rizzo vive Freud. No Recife, Rubens Caribé substitui Cassio, que não pôde vir à cidade por conta da agenda de gravações da novela "O rico e Lázaro", da Record. Norival entrou para o elenco bem depois da estreia, em janeiro deste ano, substituindo Pedro Paulo Rangel.

"Na verdade eu já havia sido convidado para o espetáculo, mas em razão de outros compromissos assumidos anteriormente - filmava 'Real, o plano por trás da história' - não pude aceitar. Contudo, como diz o ditado, 'o que é do homem o bicho não come' e acabei fazendo o trabalho, mesmo depois de algum tempo", revela.

"A gente sabe que numa substituição os ensaios são feitos a toque de caixa, pois não ha tempo hábil e disponível para os ensaios. Neste caso, no entanto, isso não ocorreu, pois tivemos um tempo relativamente grande para os ensaios e a disponibilidade de meus colegas de cena foi maravilhosa, todos trabalhando com afinco para que o resultado fosse satisfatório e de ótimo nível", completa Rizzo.

Para Scapin, um dos maiores desafios do trabalho foi conseguir dar o tom certo ao seu retrato do mestre do surrealismo. "Dalí é o precursor do culto à personalidade, da criação da celebridade como produto de mercado além da obra de arte. Ele criou uma máscara para si mesmo. Meu trabalho foi criar uma proporção de correspondência para que ela se tornasse adequada para a cena. Teria que ser mais teatral do que na vida e manter a humanidade", conta.

Sem se ater apenas aos relatos oficiais, Terry Jhonson tenta imaginar como transcorreu o breve encontro entre essas duas mentes brilhantes. Promovendo um diálogo entre psicanalise e arte surrealista, o texto toca em temas como a ideia de inconsciente e dos sonhos como linguagem simbólica.

"O espetáculo é muito divertido, com momentos de pura comédia, vaudeville e drama. O final é surpreendente. Eu tenho certeza de que o público saberá discernir o que é real e o que não é", adianta Rizzo. Também estão no elenco Érica Montanheiro, vivendo uma mulher misteriosa, e Milton Levy, como Yarruda, um médico judeu.

Serviço

"Histeria"
Neste sábado (8), às 21h; e domingo (9), às 19h
Teatro RioMar (av. República do Líbano, 251, Pina - Shopping RioMar)
R$ 120 (plateia baixa), R$ 100 (plateia alta) e R$ 80 (balcão)
Informações: (81) 4003-1212

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