"Estratosférica" finalmente chega ao Recife

Gal Costa traz para o palco do Teatro Guararapes o show “Estratosférica” com repertório do disco mais recente, além de clássicos

Gal tem a direção musical do pernambucano Pupillo em seu espetáculoGal tem a direção musical do pernambucano Pupillo em seu espetáculo - Foto: Divulgação

Depois de cancelar duas vezes a apresentação de “Estratosférica” no Recife, Gal Costa finalmente aporta no Teatro Guararapes com a turnê em celebração aos seus 50 anos de carreira. O show, que já foi visto no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) do ano passado, é baseado no disco homônimo da cantora baiana, lançado em 2015 e bem recebido por público e crítica. Acompanhada em cena por Pupillo (bateria), Mauricio Fleury (teclado), Fábio Sá (baixo) e Guilherme Monteiro (guitarra), a eterna diva tropicalista faz única sessão neste sábado (8), às 21h.

Por telefone, Gal conta à Folha de Pernambuco que o álbum foi feito pensando no público mais jovem. “Existe uma galera na faixa dos 20 e poucos anos que entende tudo do meu trabalho, de Gil, de Caetano e de outros artistas da minha época. Acho importante essa renovação e, por isso, esse olhar direcionado”, explica a cantora baiana. 

Essa aproximação entre a artista e as novas gerações também está presente na lista de compositores que integram o disco, com nomes como os de Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Criolo e Céu. No entanto, na hora de escolher uma canção favorita, Gal aponta um veterano. “A música que eu mais gosto é ‘Sem medo, nem esperança’, que Antonio Cicero criou em parceria com Arthur Aguiar”, confessa. Composições de Tom Zé, Milton Nascimento, Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Caetano Veloso também fazem parte do repertório, que contempla também quatro pernambucanos: Lira, Bactéria, Junio Barreto e Pupillo. Este último assume ainda a função de diretor musical do show.

Segundo Gal, “Estratosférica” só existe por causa de seu antecessor, “Recanto”, lançado em 2011 com produção de Caetano Veloso. “Foi um disco muito bonito, bem eletrônico, nada popular, mas coeso com a minha trajetória. Esse trabalho me deu um empurrão para fazer o ‘Estratosférica’, porque tem o mesmo espírito jovial”, conta. “O show de ‘Estratosférica’ retrata minha história, tem um pouco de cada fase que vivi. Não é só o repertório novo”, adianta. Clássicos como “Cabelo”, “Brasil” e “Pérola negra” estão no setlist.

Gravação de CD
O carinho dos fãs pela turnê fez com eles criassem uma petição online para que a apresentação fosse registrada em DVD. Atendendo aos pedidos, a cantora confirma que o projeto vai sair do papel. “Vou gravar sim. Já está marcado. Será nos dias 23 e 24 de julho, na Casa Natura Musical, em São Paulo”, conta. Outro projeto ainda para este ano é o disco “Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues”, calcado no show lançado em 2015. Aprovado pelo programa Natura Musical, a obra está sendo gravada em estúdio, com produção de Pupillo e Silva. “Pelo contrato, tenho ainda mais duas apresentações marcadas. É um CD promocional, mas há muitas chances dele ser comercializado em outra versão”, ressalta.

Veja também

Em sua maior edição, Música Mundo anuncia série de entrevistas como parte de suas atividades
Música

Em sua maior edição, Música Mundo anuncia série de entrevistas como parte de suas atividades

Anitta entra na lista oficial de músicas da posse de Joe Biden e Kamala Harris
Celebridades

Anitta entra na lista oficial de músicas da posse de Joe Biden e Kamala Harris