Eventos promovem celebração político-cultural às mulheres em março

O Terra Por Elas seguirá por todo o mês, e a Semana Arte Mulher será realizada entre os dias 5 e 11

Espetáculo "A Dita Curva" está na programação da Semana Arte MulherEspetáculo "A Dita Curva" está na programação da Semana Arte Mulher - Foto: Flora Negri/Divulgação

O mês de março é das mulheres. Para além das flores e dos chocolates tradicionalmente ligados ao Dia Internacional da Mulher, dois eventos vêm para lembrar que ser mulher é um desafio de todos os dias. Na luta contra a violência, pela igualdade, pela justiça e pelo respeito, o Terra Por Elas, que dura todo o mês, e a Semana Arte Mulher, realizada entre os dias 5 e 11, trazem um ambiente de celebração político-cultural com uma programação especial e diversificada em tom de protesto, visando expandir a representatividade da mulher nos mais diversos âmbitos.

Nesta quarta-feira (28), a programação do Terra Por Elas começa no Terra Café Bar, às 20h, com a intervenção poética de abertura, com a poeta Isabella Puente, pernambucana que venceu o Campeonato Brasileiro de Poesia Falada e agora se prepara para a versão mundial, na França. Às 20h30, o coletivo Deixa Ela Em Paz promove a roda de diálogo "Feminicídio". “O mês de março traz a questão da força da mulher, então resolvemos trazer o mês inteiro de um evento produzido por mulheres”, comenta a organizadora Fernanda Batista.

“A dinâmica é a seguinte: vamos mostrar um tipo de documentário e, depois, uma palestrante inicia o diálogo, explicando como é seu dia a dia. Nesse meio tempo, também tem exposições fotográficas [o 'Projeto Dália - Empoderamento Feminino', por Carol Lopes], algumas lojinhas colaborativas, flashday com tatuadoras… nossa proposta é chamar a sociedade para a discussão, agregando projeções multiculturais que reforcem a questão da revolução e conscientização que estamos vivendo”, diz.

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O evento é aberto ao público. Faz parte da programação, ainda, a palestra da escritora Patrícia Naia, na quinta (1º), às 20h, a roda de diálogo "Mete a Colher?", às 20h30; e na sexta-feira (2), debate com Odeilta, às 20h, e, após, a roda de diálogo "Mulheres Criando em uma sociedade Machista", às 20h10. A programação completa pode ser conferida aqui.

Já a Semana Arte Mulher, que se inicia na segunda-feira (5), traz o que o nome já diz: artes plurais e diversificadas produzidas por mulheres. “Nessa segunda edição, nós descentralizamos e pulverizamos o projeto para atingir um público maior. Há um mix de linguagens - teatro, dança, música, poesia - e uma curadoria para ver o que se encaixa em cada linguagem, cada polo”, explica o organizador Pedro Castro.

O evento se espalha por toda Região Metropolitana do Recife, ocupando lugares como o Cinema São Luiz (polo audiovisual), o Centro Apolo-Hermilo (com teatro e dança), o Morro da Conceição (envolvido pela literatura e a poesia), o Parque da Jaqueira (polo infantil) e Alto Santa Terezinha (com artesanato e contação de histórias). “A expectativa é a melhor em tudo. Essa edição vem completamente diferente da primeira na questão de impulsionar a inclusão e a democratização do acesso das pessoas. Temos a ocupação de vários lugares, não são programações que ficaram paradas ali - vêm da rua, entram no teatro, passeiam pelo hall, pelo centro”, avalia Pedro.

Entre a programação, vários curta-metragens em cartaz no São Luiz, como "As Minas do Rap" (dia 7, às 10h), "Não Tem Só Mandacaru" (dia 8, às 10h) e "O amor é foda" (dia 6, às 10h); a oficina "Ativismo sonoro: criação musical em tempos de crise política", com Bartira Fontes (dias 7 e 8, às 18h); o espetáculo "A Dita Curva", com Luna Vitrolira (dia 11, às 19h); e o espetáculo "Respeitando as diferenças", com a Turma Cantarolando (dia 11, às 15h). “É muito legal essa nova maneira das artistas trabalharem, esse relacionamento com o feminino, e a discussão sobre a arte feminina não pode parar na capital. É um projeto que representa essa força”, opina a coordenadora de produção Carminha Lins.

Sobre o polo infantil, ainda avalia: “Se tomou cuidado de agregar valor à criança, de forma que fosse um polo de diversão e aprendizado. Há as palhaças, mas é um palhaço representativo, político. A programação foi feita para pensar”. Os dias e horários das atividades em cada um dos polos podem ser conferidos em www.semanaartemulher.com.

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